icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
02/11/2013
07:13

A Seleção Brasileira está com moral. Ainda mais depois do título da Copa das Confederações. Prova disso é o resultado de uma pesquisa feita pela Stochos, empresa de estratégia em esportes, que revela o aumento de 9,6% na confiança do torcedor brasileiro na conquista da Copa-2014.

Ao todo, 76,2% dos entrevistados no mês de outubro acreditam que o Brasil vai alcançar o hexacampeonato. Em março, esse número era de 66,6%.

– Claramente a expectativa de título cresceu depois da Copa das Confederações. O otimismo está grande, independentemente da organização da competição e do futebol brasileiro – avaliou Cesar Gualdani, sócio-diretor da Stochos.

O sentimento do torcedor se confunde com o discurso do técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, que já falou mais de uma vez: não há outro lugar para o Brasil na Copa, a não ser o topo.

– Realmente os números traduzem essa constatação do Felipão – complementa Cesar.

O percentual dos que acreditam que Neymar & Cia. estarão ao menos na final no Maracanã também cresceu. Em março, 77,4% apostavam que o Brasil seria finalista. Agora essa crença é compartilhada por 86,7% dos entrevistados.

E por falar na decisão da Copa, a maioria dos entrevistados acredita em uma repetição da final da Copa das Confederações. A Espanha, que recebeu só 8,1% dos votos para ser campeã, foi a mais cotada para ser a vítima do Brasil: 29%. A Fúria roubou o lugar que, no resultado de março, era da Argentina.

No placar da confiança do torcedor, a situação já está favorável à Seleção. Só falta confirmar isso em campo em alguns meses. A Stochos ouviu 8.112 entrevistados, a partir dos 16 anos, de todos os estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 1,1 ponto percentual, para mais ou para menos.

Mulheres estão mais otimistas com o Brasil

Elas estão mais confiantes do que eles. A pesquisa da Stochos revelou uma faceta mais confiante do lado feminino da torcida brasileira: 82,9% das entrevistadas cravaram o Brasil como campeão do mundo, puxando a média para cima. Enquanto isso, entre os homens, o percentual de fé na Seleção foi de 73,2%.

– A leitura que eu faço é que as mulheres, ainda que muitas saibam muito de futebol, se envolvem menos que os homens – pontuou Cesar, que completou:

– Os homens, em geral, conhecem mais outras seleções e o potencial dos adversários. Por isso têm mais tendência de apontar favoritos diferentes do Brasil.

Com a palavra
Cesar Gualdani - Sócio-diretor da Stochos.

Euforia não deve ser abalada até a Copa

Normalmente, já existe uma euforia do brasileiro na época antes da Copa do Mundo. Essa confiança não deve cair até o Mundial, porque o Brasil não vai enfrentar grandes forças do futebol mundial. Os próximos amistosos são contra times de menor expressão.

As pessoas estão confiantes também porque é um torneio aqui no Brasil, que tem tiro curto e dá a possibilidade de um embalo muito grande do time. Ainda mais com Neymar jogando bem. Ninguém quer nem saber de vice-campeonato, porque é da cultura brasileira. O vice não conta, é desvalorizado. Só vale a hegemonia.

Um outro aspecto da pesquisa foi a queda da aposta na Argentina para ser finalista contra o Brasil. Mas, mesmo assim, ela representa um percentual significativo. O Messi, claro, tem muita participação nisso. Tem muita gente que quer ver Brasil x Argentina na final no Maracanã.