icons.title signature.placeholder Rodrigo Ciantar e Vinicius Andrade
11/04/2014
03:56

Cabisbaixos, cansados, eliminados, mas acima de tudo, pressionados. Descrever como os jogadores e o técnico Eduardo Hungaro chegaram ao Rio de Janeiro, no Aeroporto Internacional do Galeão, na madrugada desta sexta-feira, é fácil. Difícil será para este elenco e, especialmente para o treinador, recuperar a confiança da torcida.

Após quase 12 horas de atraso do horário previsto para o desembarque, os jogadores foram recebidos por cerca de 20 enfurecidos torcedores. O protesto em razão da eliminação da Libertadores foi agendado pela internet e estava marcado para receber a delegação à meia-noite. Contudo, o voo que saiu de Buenos Aires atrasou em mais três horas, causando a desistência de parte dos botafoguenses.

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Temendo uma maior confusão, um carro do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) e um comboio de seguranças - quase no mesmo número de torcedores - já aguardavam a delegação. O portão pelo qual os atletas saíram foi alterado em cima da hora. Insuficiente para impedir o atrito. "Time derrotado" foi o grito mais repetido.

O principal alvo foi o técnico Eduardo Hungaro, que entrou sob forte escolta no ônibus. O treinador corre risco de ser demitido nos próximos dias.

Dois ovos ainda foram atirados no ônibus, assim que ele deixou o aeroporto, com toda a delegação.

Mas a ira da torcida teve início ainda na Argentina. Assim que os jogadores chegaram ao aeroporto do país vizinho, foram xingados por torcedores presentes. O técnico Eduardo Hungaro também foi hostilizado e a segurança do clube precisou agir para acalmar os ânimos.

Curiosamente, a delegação alvinegra teve de dividir a aeronave do voo de volta ao Rio com o grupo de torcedores que, no aeroporto, causou tumulto.