icons.title signature.placeholder Marcelo Braga
30/12/2013
10:01

O intervalo dos jogos do Santos serão diferentes com Oswaldo de Oliveira a partir do Paulistão. Recém-contratado pelo clube, o treinador pretende implantar a vibração mecânica, técnica desenvolvida pela Nasa (agência espacial americana) que, usada em atletas, melhora a circulação sanguínea e ativa a musculatura.

O técnico utiliza essa técnica de recuperação física desde 2007, quando treinou o Kashima Antlers (JAP). Em 2012, levou-a ao Botafogo e obteve bons resultados.

A prática é feita a partir da máquina Power Plate, que é levada ao estádio em dias de jogos. Após os 45 minutos iniciais, quando os atletas apenas ouvem as orientações, eles sobem em dupla na sua base e permanecem nela por 30 segundos.

O tempo é suficiente para fazer o sangue circular melhor, o que evita que as toxinas se instalem nos membros inferiores. Em cima da plataforma, a gravidade aumenta, o que protege as articulações.

A vibração mecânica, porém, não é usada só nos dias de jogos. No Botafogo, os jogadores fizeram uso da prática para complementar os treinos físicos, já que o aparelho aumenta a força sem dar sobrecarga de peso. Outros aceleraram a recuperação de algumas lesões com o aparelho.

Aos 37 anos, o meia holandês Seedorf terminou o ano com 57 jogos, marca inédita na carreira. No caso dele, o método foi utilizado para ajudar a evitar as lesões musculares.

Também contratado pelo Peixe, o fisioterapeuta Alexandre Evangelista – que trabalha com Oswaldo há quase dez anos – já se utilizou da técnica na seleção alemã de futebol.

No início do ano, assim que a pré-temporada começar, ele e os demais novos integrantes da comissão técnica santista deverão se reunir com os remanescentes dos departamentos físico e fisioterápico para discutir os ganhos científicos da prática.