icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Marcio Porto
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31/07/2013
08:07

Se há um time europeu que o técnico Claudinei Oliveira conhece do 1 ao 11 este é o Barcelona. Não que o treinador santista seja um ferrenho estudante do tiki-taka catalão ou que tenha se dedicado horas a estudar o rival da próxima sexta-feira. O aprendizado veio nos duelos quase diários do game Fifa 13, contra Felipe, o filho mais velho, de 11 anos.

Fã de Messi, Iniesta e dos outros astros espanhóis, o garoto costuma escolher os culés nas partidas digitais. Para dar ares de rivalidade às disputas, o comandante alvinegro seleciona o Real Madrid, mas promete mudanças para o futuro.

– O Barcelona no videogame é forte. Vamos ver agora se eu pego o Bayern (de Munique) pra enfrentar o Barça dele (risos) – disse o técnico.

Admirador do Barça, Claudinei conhece os pontos fortes do adversário, mas acredita que pode neutralizá-los. E isso passa por não se retrancar ou mudar o estilo de jogo de seu time, como o próprio Santos, então dirigido por Muricy Ramalho, fez na decisão do Mundial de Clubes de 2011, quando usou escalação inédita, com três zagueiros – Bruno Rodrigo na vaga de Elano.

– Não é nem questão de ir para cima. Vamos tentar tirá-los da zona de conforto. Eles gostam de sair jogando? Vamos tentar dificultar. Vai adiantar? Não sei. O que não pode é ficar esperando, porque é o que eles querem – comentou.

Apesar de mostrar convicção em suas teorias, o técnico santista não esconde o encantamento em enfrentar um dos melhores times do mundo. Afinal, há dois meses ele preparava o Peixe no Paulistão Sub-20 e era praticamente desconhecido no mundo do futebol.

– Se falasse que eu iria passear e conhecer o Camp Nou, já seria fantástico. Imagina dirigir o Santos!

Confira o bate-bola com o técnico Claudinei, em entrevista exclusiva ao L!Net:

Você é considerado o maior responsável pela ascensão dos garotos. Como é esta relação?
Meu maior orgulho é que em todos os lugares em que a gente vai esses meninos são muito elogiados pelo comportamento. Foi um legado que deixei para eles. A simplicidade, humildade, que é isso que vai levar a gente para frente na vida. Esse legado é meu maior orgulho.

Já sabe como vai parar Messi e Neymar?
Não dá, né? Em um dia bom deles é impossível marcá-los. Qualquer um dos dois, ou os dois juntos. Não dá para marcar individualmente, porque eles decidem mesmo assim. Falam que Pelé teve um bom marcado mas isso acontecia uma vez no ano e ele jogava 100 jogos.

Marcação individual, então, está descartada?
Eu acho que não vale à pena colocar marcação individual. Aguém para grudar, ir com o cara para o banheiro. Posso um dia mudar de opinião, mas não acho que é o caso. São jogadores de qualidade. Você tem de marcar todos. Não dá, abre espaço para outros. Eles são imarcáveis, mas vamos tentar dificultar.

O time já tem a sua cara?
Meu time é esse que vem jogando, todo time que entra é meu time. Mais importante do que os nomes é o time mostrar padrão tático. A gente vinha jogando com Willian José na frente, demos sequência porque estávamos melhor adaptados, agora com dois atacantes abertos, como prefiro. Esse esquema favorece o Montillo e o Thiago Ribeiro, que vai se encaixar melhor assim.

Você ainda não teve uma grande pressão no comando. Está preparado para o pior?
Teve o empate com o Crac-GO em casa, um resultado fora do normal, teve muita gente falando, duvidando da capacidade do time, da minha. Tem de estar preparado. Não pode deslumbrar com as vitórias nem se envenenar com a derrota. Quando ganho, não o sou melhor, quando perco, não sou pior.

O assédio aumentou depois que você virou o técnico do time?
Hoje, a mídia é fantástica, a exposição muito grande, as coisas correm muito rápido. Graças a Deus tem o assedio na rua, que é positivo, mas tem dia que vai ser negativo. E aí não vai dar nem para sair para comer uma pizza. Mas isso é prazeroso e vamos tentar atender da melhor maneira possível.

Se há um time europeu que o técnico Claudinei Oliveira conhece do 1 ao 11 este é o Barcelona. Não que o treinador santista seja um ferrenho estudante do tiki-taka catalão ou que tenha se dedicado horas a estudar o rival da próxima sexta-feira. O aprendizado veio nos duelos quase diários do game Fifa 13, contra Felipe, o filho mais velho, de 11 anos.

Fã de Messi, Iniesta e dos outros astros espanhóis, o garoto costuma escolher os culés nas partidas digitais. Para dar ares de rivalidade às disputas, o comandante alvinegro seleciona o Real Madrid, mas promete mudanças para o futuro.

– O Barcelona no videogame é forte. Vamos ver agora se eu pego o Bayern (de Munique) pra enfrentar o Barça dele (risos) – disse o técnico.

Admirador do Barça, Claudinei conhece os pontos fortes do adversário, mas acredita que pode neutralizá-los. E isso passa por não se retrancar ou mudar o estilo de jogo de seu time, como o próprio Santos, então dirigido por Muricy Ramalho, fez na decisão do Mundial de Clubes de 2011, quando usou escalação inédita, com três zagueiros – Bruno Rodrigo na vaga de Elano.

– Não é nem questão de ir para cima. Vamos tentar tirá-los da zona de conforto. Eles gostam de sair jogando? Vamos tentar dificultar. Vai adiantar? Não sei. O que não pode é ficar esperando, porque é o que eles querem – comentou.

Apesar de mostrar convicção em suas teorias, o técnico santista não esconde o encantamento em enfrentar um dos melhores times do mundo. Afinal, há dois meses ele preparava o Peixe no Paulistão Sub-20 e era praticamente desconhecido no mundo do futebol.

– Se falasse que eu iria passear e conhecer o Camp Nou, já seria fantástico. Imagina dirigir o Santos!

Confira o bate-bola com o técnico Claudinei, em entrevista exclusiva ao L!Net:

Você é considerado o maior responsável pela ascensão dos garotos. Como é esta relação?
Meu maior orgulho é que em todos os lugares em que a gente vai esses meninos são muito elogiados pelo comportamento. Foi um legado que deixei para eles. A simplicidade, humildade, que é isso que vai levar a gente para frente na vida. Esse legado é meu maior orgulho.

Já sabe como vai parar Messi e Neymar?
Não dá, né? Em um dia bom deles é impossível marcá-los. Qualquer um dos dois, ou os dois juntos. Não dá para marcar individualmente, porque eles decidem mesmo assim. Falam que Pelé teve um bom marcado mas isso acontecia uma vez no ano e ele jogava 100 jogos.

Marcação individual, então, está descartada?
Eu acho que não vale à pena colocar marcação individual. Aguém para grudar, ir com o cara para o banheiro. Posso um dia mudar de opinião, mas não acho que é o caso. São jogadores de qualidade. Você tem de marcar todos. Não dá, abre espaço para outros. Eles são imarcáveis, mas vamos tentar dificultar.

O time já tem a sua cara?
Meu time é esse que vem jogando, todo time que entra é meu time. Mais importante do que os nomes é o time mostrar padrão tático. A gente vinha jogando com Willian José na frente, demos sequência porque estávamos melhor adaptados, agora com dois atacantes abertos, como prefiro. Esse esquema favorece o Montillo e o Thiago Ribeiro, que vai se encaixar melhor assim.

Você ainda não teve uma grande pressão no comando. Está preparado para o pior?
Teve o empate com o Crac-GO em casa, um resultado fora do normal, teve muita gente falando, duvidando da capacidade do time, da minha. Tem de estar preparado. Não pode deslumbrar com as vitórias nem se envenenar com a derrota. Quando ganho, não o sou melhor, quando perco, não sou pior.

O assédio aumentou depois que você virou o técnico do time?
Hoje, a mídia é fantástica, a exposição muito grande, as coisas correm muito rápido. Graças a Deus tem o assedio na rua, que é positivo, mas tem dia que vai ser negativo. E aí não vai dar nem para sair para comer uma pizza. Mas isso é prazeroso e vamos tentar atender da melhor maneira possível.