icons.title signature.placeholder Marcelo Damato
28/04/2014
18:00

A CBF teve um crescimento de receita de 19%, chegando a R$ 452 milhões em 2013, um ano antes da Copa do Mundo. Com a queda do Corinthians, a CBF alargou a vantagem no primeiro lugar entre as entidades esportivas que mais arrecadam no Brasil, posto que havia retomado em 2012. O posto ficou cinco anos (de 2008 a 2011) com o clube paulista. Todos os números estão num estudo do consultor Amir Sommoggi, colunista do LANCE! Bizz.

O crescimento foi um pouco menor do que os 23% de crescimento verificado no ano anterior. Nos últimos seis anos, a arrecadação da entidade máxima do futebol brasileiro vem crescendo a uma taxa média de 24,8% ao ano.

(fonte: Amir Sommoggi)

Apesar dos sucessivos anúncios de patrocinadores, a fonte de receita que mais cresce na CBF são a venda de direitos de TV. A entidade não esclarece de quais direitos ela passou a receber muito mais, mas isso ocorre após a mudança do sistema de venda de direitos de TV do Campeonato Brasileiro, em 2011, e da renegociação dos direitos de imagem da seleção brasileira, realizada por José Maria Marin logo que chegou ao poder da entidade, em fevereiro de 2012.

(fonte: Amir Sommoggi)

Com a realização da Copa do Mundo, 2014 deve marcar um ponto de inflexão nas receitas de patrocínio da Copa do Mundo. Vários contratos terminam no final de 2014. Outros irão até meados de 2015.

DESPESAS

Se as receitas cresceram, em 2013 as despesas cresceram muito mais. Um dos em que a evolução foi maior foi com as despesas com competições. Quando Marin assumiu, a CBF passou a arcar com boa parte dos custos das Séries C e D, para viabilizar essas divisões e acabar com as desistências, que vinham se tornando mais frequentes.

(fonte: Amir Sommoggi)

Uma despesa que se manteve estável foi a de impostos, com R$ 64 milhões por ano

Como remuneram diretores estatutários, a CBF perde a isenção fiscal concedidas a associações sem fins lucrativos, como são, em princípio, os clubes e federações. Se os diretores não fosse remunerados, a CBF economizaria além dos seus salários, mais uns R$ 30 milhões por ano.

RESULTADO OPERACIONAL

O aumento de gastos continua pressionando o resultado operacional para baixo. Depois de atingir superávit de R$ 83 milhões em 2010, a CBF ficou no azul em R$ 56 milhões pelo segundo ano seguido.

(fonte: Amir Sommoggi)

O balanço mostra também que a entidade faz pouco ou nada voltado ao futebol não-profissional, como fazem todas as federações nacionais de futebol do mundo.