icons.title signature.placeholder LEONARDO PEREIRA
06/06/2014
22:09

Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira compartilham de uma mesma convicção: no dia 13 de julho, no Maracanã, o Brasil estará celebrando o sexto título mundial. As opiniões obstinadas do treinador e do coordenador técnico da Seleção não agradam ao capitão do Tricampeonato, Carlos Alberto Torres. Nesta sexta-feira, num evento para promover o lançamento de uma marca de relógios, o ex-jogador criticou o ufanismo da dupla, além de observar um clima perigoso de "já ganhou" na Granja Comary.

- Eu não me arrisco a dizer que o Brasil já é campeão. Queiram ou não, o time ainda está em formação. Copa do Mundo não é Campeonato Brasileiro, nem torneio estadual. Copa exige seriedade, trabalho e abrir mão de muita coisa. O que estou vendo é um oba-oba, com um monte de gente na concentração. Não é assim que se vence o Mundial. O Brasil nunca foi campeão dessa maneira. Não podemos ter medo de falar as coisas. Se querem sair pelas ruas, agora, gritando "Brasil campeão", não contem comigo. Há uma grande distância entre a realidade e os discursos de Felipão e Parreira.

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De acordo com o Capita, a Seleção Brasileira ainda está completando um ciclo de transição entre duas gerações. O trabalho seguirá após o Mundial, com a ascensão de novos jogadores que podem virar craques. Segundo Torres, o futebol do país ainda é celeiro de grandes valores no mundo da bola.

- Em 2010, fechamos o período de nomes como Juan, Lucio, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Teremos outra geração brilhante em cerca de um ano. É uma questão de tempo para os jogadores amadurecerem e tornarem-se ainda melhores. O futebol brasileiro continua produzindo bons craques. Só não podemos pensar que teremos vários do nível no Neymar. Em 1970, a equipe era fantástica, mas não havia 11 Pelés em campo - emendou o lateral-direito campeão da Copa de 70, no México, numa breve conversa com o LANCE!Net.

Às vésperas da Copa, o assunto manifestações e preparação do Brasil para receber o evento também não ficou de fora. Nas últimas semanas, o pentacampeão Ronaldo passou a criticar efusivamente os atrasos nas obras dos estádios e da infraestrutura. O Fenômeno até usou a palavra "vergonha" para reforçar o desgosto com a situação. Para Carlos Alberto Torres, não é bem assim que a banda toca.

- Ele pegou pesado. Deveria saber que, quando brasileiro se mete em alguma coisa, deixa tudo para última hora. Ronaldo emitiu uma opinião e, de repente, está certo. Agora, ficar com vergonha, não! Tem que levar na esportiva - aconselhou.

Carlos Alberto Torres participou, nesta sexta-feira, no Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, do lançamento de relógios da marca Technos baseados dos capitães das conquistas mundiais do Brasil. A mostra permanecerá até o dia 17 de junho, e conta um pouco da trajetória do campeonato, desde 1958, quando o escrete canarinho ganhou o primeiro mundial, até os dias de hoje.