icons.title signature.placeholder Bernardo Cruz
15/06/2014
08:00

A Suíça faz, neste domingo, às 13h, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a sua estreia na Copa do Mundo. Cabeça de chave do Grupo E, os suíços chegam ao Mundial com uma boa campanha nas Eliminatórias Europeias e com uma geração talentosa. O responsável, dentro de campo, para conduzir o país a tentar repetir, ou quem sabe superar, a melhor campanha em Mundiais (quartas de final em 1934, 1938 e 1954) é Inler.

O jogador do Napoli (ITA), que é o capitão da La Nati, como a Suíça é conhecida, concedeu, por e-mail, uma entrevista exclusiva ao LANCE!Net e falou sobre o grande sonho dos suíços no Mundial:

- Seria incrível pra nós jogar contra o Brasil. Nós vamos fazer de tudo para chegar o mais longe possível. Temos uma equipe talentosa e vamos dar o máximo - afirmou.

Além de um possível encontro contra os brasileiros (no último, os suíços venceram por 1 a 0), Inler analisou as dificuldades do Grupo E, falou sobre a importância do técnico Ottmar Hitzfeld e comemorou a convocação do zagueiro Henrique, companheiro no Napoli, na Seleção Brasileira.

A Suíça sofreu apenas um gol nas duas últimas Copas. Nas Eliminatórias foram apenas seis em 10 partidas disputadas. Qual o segredo deste sistema defensivo?
Ottmar Hitzfeld, que é nosso treinador há seis anos, mostrou nesse período o quanto é um grande treinador. Ele conseguiu encontrar jovens e talentosos jogadores para a seleção. Por isso a Suíça se tornou forte e competitiva. É um desafio constande dele em tornar nosso time cada vez mais fortalecido. Acredito que para o Mundial do Brasil estamos fortes tanto no aspecto defensivo, quanto ofensivo.

Qual o grande legado do técnico alemão neste ciclo para a Copa de 2014? Vocês venceram o Brasil em amistoso realizado pouco depois da Copa das Confederações. Acredita que aquele resultado fez com que a Suiça chegasse ao Mundial vista de maneira diferente?
Ottmar Hitzfeld nos acrescenta muito. Nós queremos dar a ele uma grande campanha e um ótimo caminho para o treinador que vier a ocupar o seu lugar após a Copa (Vladimir Petkovic, que estava na Lazio). Acredito que nossos bons resultados vão continuar. Sobre a vitória sobre o Brasil, foi apenas um amistoso. Claro que foi um grande momento superar uma grande time como o Brasil, que possui grandes jogadores. Ganhamos, evidentemente, atenção por isso, mas na Copa do Mundo é diferente.

Qual o grau de dificuldade do Grupo E? Acredita que o time pode passar em primeiro e assim evitar, em tese, a Argentina logo nas oitavas de final da competição?
Não é uma chave fácil. O Equador fez uma boa campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas e incomoda muito. Honduras enfrentamos em 2010, e não conseguimos superá-los e empatamos sem gols. Com isso, acabamos eliminados. Sobre a França é uma das melhores seleções europeias. Teremos que fazer nosso melhor para avanças para as oitavas de final.

A grande preocupação das seleções europeias é com o desgaste devido ao calor que faz em algumas regiões no Brasil, aliado ao término da temporada na Europa? Como classifica o deslocamento suiço na primeira fase? (Joga em Brasília, Salvador e Manaus)
As seleções sul-americanas terão, sem dúvida alguma, uma vantagem. Estamos preparados pscicológicamente para essa variação climática. Mesmo assim, acredito que os europeus estarão, também, fortalecidos.

Nas duas últimas Copas a Suiça, apesar de sofrer um gol apenas, conseguiu avançar apenas uma vez para a fase mata-mata. Até onde vocês acreditam que podem chegar?
Honestamente, ainda não pensou muito nas quartas de final. Nosso primeiro objetivo e conseguir a classificação para as oitavas. A fase mata-mata depende muito da condição do dia. Posso afirmar que estamos preparados para qualquer desafio.

Quem considera como os principais concorrentes ao título? Tem simpatia por alguma seleção, caso a Suiça não chegue à final?
É difícil apontar favoritos. Primeiro vamos ver que vai avançar para as oitavas de final. Mesmo assim, acredito que a melhor seleção conquistará a Copa do Mundo.

Qual a responsabilidade em ser o capitão de seu país em um Mundial jogado no Brasil?
É uma grande responsabilidade. Serei capitão em uma Copa do Mundo pela primeira vez. Não podemos pensar apenas individualmente, e sim como uma equipe. Essa é a função de um lider. Deremos o nosso melhor. Minha responsabilidade é cobrar isso dos jogadores.

Como é sua relação com os brasileiros? Conversou com o Henrique após a convocação de ambos para a Copa do Mundo?
Tenho uma boa relação com os brasileiros. Eles são bem comunicativos e engraçados, o que faz com que seja fácil fazer amizade. Fiquei feliz em saber que o Henrique estava na lista. Desejo toda sorte ele na Copa do Mundo.

Inler (no centro) e Henrique (esquerda) comemoram o título da Copa da Itália conquistado pelo Napoli (Crédito: Divulgação)