icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
23/12/2013
20:35

Considerada a alma da Seleção Brasileira feminina de handebol, a capitã Dara deu neste domingo mais um motivo para ter tal status. Na saída da delegação de Belgrado (SER), a pivô estava com o dedo anelar da mão esquerda imobilizado. Fruto de uma luxação que sofreu no decorrer da partida que rendeu a histórica medalha de ouro para o Brasil neste Mundial.

A lesão ocorreu no início da segunda etapa. Dara tentou conter um ataque da Sérvia, e sua mão se chocou com o ombro da armadora adversária Sanja Damnjanovic.

No calor do jogo, a pivô brasileira afirma que sentiu o impacto na hora. Mas nem sequer pensou que poderia ser algo dessa gravidade.

– Eu bati a mão e, na hora, senti muita dor. Mas, no calor do jogo, a gente estava muito com aquele negócio na cabeça: “sem dor, sem dor”. Então, não senti nada. Na segunda, cedo, quando acordei, meu dedo estava enorme – disse Dara, em entrevista ao L!Net.


Dara posou para o L!Net com o troféu e o dedo luxado (Crédito: Ivo Felipe)

Como consequência da lesão, a camisa número 2 da Seleção ficará cinco dias com o dedo imobilizado. Depois, será reavaliada para saber se poderá voltar às quadras logo após as festividades de fim de ano.

Mas, na festa da chegada da Seleção Brasileira de volta ao país, a capitã está mais do que garantida. Ela deixou o hotel em que o time estava hospedado com a taça em mãos. E é uma das atletas que ficarão em São Paulo na terça-feira.

– Estou ansiosa para chegar ao Brasil. Todo mundo está nos dizendo que o país está de braços abertos para nós, e muitos nos mandaram mensagens de apoio desde o título. Espero que a gente tenha o país todo em nossas mãos, não em nossos pés (risos). Isso é o que fica: a felicidade e o carinho da torcida – completou.

Dara é uma das jogadoras mais experientes da Seleção. Com o time verde e amarelo, já havia conquistado o título pan-americano, em 2011, em Guadalajara, além de ter sido quinta no Mundial do mesmo ano.