icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira e Paulo Victor Reis
21/11/2014
07:04

Fora do Ato Trabalhista e com muitas dívidas a pagar – estima-se mais de R$ 720 milhões –, o Botafogo terá em 2015 um ano muito complicado. No entanto, para o candidato à presidência do clube pela Chapa Ouro, Carlos Eduardo Pereira, este débito é equacionável. Ao lado do candidato a vice-presidente Nelson Mufarrej, ele concedeu entrevista ao LANCE!Net.

– Arrisco dizer que se o Botafogo fosse uma empresa, estaria tecnicamente quebrado. Mas é um clube. A dívida é equacionável, vai ser negociada. O Botafogo não vai dar calote em quem quer que seja. Todos os nossos credores, pessoas físicas ou instituições financeiras, precisam entender que 2015 é um ano muito difícil para o Botafogo – disse Carlos Eduardo Pereira, que foi da oposição durante o mandato de Mauricio Assumpção.

– Somos a única chapa que manteve posição de oposição e alerta de tudo o que acontecia no clube. Fomos taxados de retrógrados e antiquados, mas queremos colocar o clube nas mais modernas práticas de governança corporativa. Se isso é ser retrógrado, tudo bem, seremos assim. O Botafogo foi excluído do Ato Trabalhista, acusado de sonegação. Isso vai mudar com a Chapa Ouro – comentou o candidato, que projetou um clube diferente daqui a três anos, quando terminaria o seu mandato, se eleito.

– O clube estará equacionado, com totais condições de recuperar o caminho de clube grande, de forma sustentável. Queremos evitar que o Botafogo viva de surtos, tenha um ano bom e depois caia – projetou Carlos Eduardo.

NO FUTEBOL, JEFFERSON É PRIORIDADE

O Botafogo ainda não sabe se vai continuar na Série A do Brasileirão, mas Carlos Eduardo Pereira tem planos para o goleiro Jefferson, ídolo da torcida alvinegra.

– Temos o objetivo de manter o Jefferson. Ele é pedra fundamental para o planejamento de 2015. É o goleiro titular da Seleção. Temos esta ligação por termos cedido mais jogadores à Seleção. É muito importante que o melhor goleiro do mundo esteja no Botafogo. Queremos muito que ele permaneça. O plantel começa com ele. A partir daí vamos atrás de reforços dentro da realidade do clube – disse.

QUEM É ELE: Formado em administração, Carlos Eduardo, de 56 anos, trabalha com consultoria e gestão de empreendimentos comerciais. É sócio-benemérito desde 1994 e atua na política do clube há mais de 30 anos. Membro do corpo permanente do Conselho Deliberativo, já ocupou alguns cargos no clube: diretor de comunicação, vice-presidência administrativa em 1993 e vice-presidência geral de 1994 a 1996.