icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
15/04/2014
07:08

O Santos que encantou a todos na primeira fase do Paulistão, com futebol ofensivo e muitas goleadas, sucumbiu para o Ituano na final. Pior do que isso: perdeu jogando mal as duas partidas. As explicações para a derrota podem ser várias, mas talvez a principal esteja na mudança do estilo da equipe, que abandonou as linhas de passes e o jogo em velocidade e recorreu a cruzamentos e diversos chutões. A troca de estratégia fica clara nos números. Somadas as duas decisões, foram 96 lançamentos e 39 bolas cruzadas na área, segundo o Footstats.

As estatísticas mostram também que, no desespero, já que saiu atrás no placar ainda primeiro tempo do jogo de ida, o Peixe errou mais passes e finalizou e driblou menos do que sua média durante o campeonato.

Depois do péssimo desempenho na primeira partida, o técnico Oswaldo de Oliveira diagnosticou a falta de transição entre o meio de campo e o ataque alvinegro e tentou corrigir o problema com a entrada do volante Alison no time, com Cícero mais adiantado. O Santos errou menos passes, mas seguiu esticando bolas: foram 55 lançamentos - 22 errados – e 16 cruzamentos, só quatro certos.

– Precisávamos jogar de uma forma diferente. Como avaliávamos que o Ituano iria jogar procurando gastar o tempo, eu aproximei o Cícero do Leandro Damião, para não ficar só tentando entrar com a bola. Preparamos jogada para os dois e o gol acabou saindo de uma destas – disse Oswaldo, após o revés para o time do interior nos pênaltis.

Nesta quarta-feira, contra o Mixto-MT, pela Copa do Brasil, na Vila Belmiro, a formação com dois volantes, Alison e Arouca, deve ser mantida. Rildo machucou o tornozelo direito e Thiago Ribeiro é dúvida, por conta de uma pancada na coxa esquerda. Se o time não deve mudar, o torcedor alvinegro espera que, ao menos, a postura seja outra e a “Oswaldia e alegria” retorne ao Peixe.