icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
29/07/2013
06:51

Formada há dois anos, a seleção brasileira de jovens do atletismo paralímpico já começou a dar resultados. No Mundial disputado em Lyon (FRA), que acabou no domingo, pelo menos quatro das 39 medalhas conquistadas pelo Brasil vieram de atletas da base. Mais que o terceiro lugar – mesma colocação alcançada dois anos atrás na Nova Zelândia –, a comissão técnica comemora o surgimento de novos talentos para os próximos anos.

Entre os destaques brasileiros que surgiram em Lyon durante a competição, estão Lorena Spoladore, Alex Pires e Yeltsin Jacques. A primeira, logo aos 17 anos, deixa a França com uma medalha de ouro no salto em distância, classe T11 (para deficientes visuais).

Além deles, outra revelação foi Verônica Hipólito, medalhista de ouro nos 200m e prata nos 100m, ambos na categoria T38 (para paralisados cerebrais). Ela, no entanto, surgiu no Sesi-SP e somente agora vai entrar na seleção de jovens.

– No começo, dizíamos para as pessoas ficarem de olho nos talentos que estavam por vir. Não dava pra dizer quem seria, porque não poderíamos responsabilizargarotos em uma primeira competição. Temos a Verônia, o Alex, a Lorena, o Yeltsin – disse o coordenador do time brasileiro, Ciro Winckler.

A seleção de jovens contra com atletas até 23 anos. Além do trabalho esportivo, existe a preocupação com a formação desses jovens.

Vale lembrar que o Brasil terminou essa edição do Mundial com oito medalhistas inéditos.

Um dos motivos apontados para o surgimento de novos atletas é a Paralimpíada Escolar, que vai para seu sexto ano. Alan Fonteles foi descoberto nesse evento.

Então, que venham mais talentos e com muito mais medalhas.

Outros países tentam descobrir o segredo do Brasil

O sucesso do Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico em Lyon (FRA) tem causado a admiração de outros países. O coordenador técnico do time brasileiro até chegou a conversar com outras delegações sobre o assunto.

- Eles querem saber de onde vem os atletas do Brasil. Dei palestras para japoneses, canadenses. Temos os programas e os atletas estão surgindo - comemorou.

Também não faltam convites para períodos de treinamentos em diversos lugares do mundo. China e Inglaterra já tentaram levar alguns atletas para um intercâmbio.

- Estamos tendo muitos convites.Muita gente quer ir para o Brasil agora também para conhecer o país - declarou Wincler.

Meta agora é achar novos cadeirantes

Além do surgimento de novos atletas, o Brasil conquistou no Mundial em Lyon (FRA) sua primeira medalha de um cadeirante em prova de pista. A honra ficou com Ariosvaldo Silva, o Parré, nos 100m, categoria T53, quando ele levou o bronze.

Nessa busca por talentos, uma das ideias é tentar descobrir mais jovens cadeirantes. Até por isso, existe a ideia do Comitê Paralímpico Brasileiro de fazer a compra de quase mil cadeiras para a pratica esportiva.

- Estamos estabelecendo un plano de oito anos. A ideia é comprar essas cadeiras para fazer a iniciação dos jovens – afirmou o coordenador do time brasileiro, Ciro Wincler.

O custo do equipamento é uma das principais preocupações. No Brasil, as cadeiras podem chega a custar US$ 24 mil (cerca de R$ 54 mil).

AS REVELAÇÕES BRASILEIRAS

- LORENA SAVATINI SPOLADORE
Data e local de nascimento: 19/12/1995, em Maringá (PR)
Peso: 60 kg
Altura: 1.72
Classe: T11 (para deficientes visuais)
Conquista: Medalha de ouro no salto em distância

- VERÔNICA SILVA HIPÓLITO
Data e local de nascimento: 02/06/1996, São Paulo
Peso: 49kg
Altura: 1,58m
Classe: T38 (para paralisados cerebrais)
Conquistas: Medalha de ouro nos 200m e prata nos 100m

- YELTSIN FRANCISCO ORTEGA JACQUES
Data e local de nascimento: 21/09/1992, Campo Grande (MS)
Peso: 75kg
Altura: 1,79m
Classe: T12 (para deficientes visuais)
Conquistas: Medalha de prata nos 1.500m e bronze nos 800m

- ALEX DOUGLAS PIRES DA SILVA
Alex Douglas Pires da Silva
Data e local de nascimento: 07/05/1990, Sapiranga(RS)
Peso: 67kg
Altura: 1,79m
Classe: T46 (para amputados e outros)
Conquistas: Medalha de prata nos 1.500m e nos 5.000m

NÚMERO

40 medalhas

Conquistou o Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico. Foram 16 de ouro, dez de prata e 14 de bronze. A equipe terminou a competição na terceira colocação, atrás de Rússia e Estados Unidos. É a melhor participação brasileira na história, repetindo o terceiro lugar de 2011, na Nova Zelândia, mas com mais conquistas

*O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Formada há dois anos, a seleção brasileira de jovens do atletismo paralímpico já começou a dar resultados. No Mundial disputado em Lyon (FRA), que acabou no domingo, pelo menos quatro das 39 medalhas conquistadas pelo Brasil vieram de atletas da base. Mais que o terceiro lugar – mesma colocação alcançada dois anos atrás na Nova Zelândia –, a comissão técnica comemora o surgimento de novos talentos para os próximos anos.

Entre os destaques brasileiros que surgiram em Lyon durante a competição, estão Lorena Spoladore, Alex Pires e Yeltsin Jacques. A primeira, logo aos 17 anos, deixa a França com uma medalha de ouro no salto em distância, classe T11 (para deficientes visuais).

Além deles, outra revelação foi Verônica Hipólito, medalhista de ouro nos 200m e prata nos 100m, ambos na categoria T38 (para paralisados cerebrais). Ela, no entanto, surgiu no Sesi-SP e somente agora vai entrar na seleção de jovens.

– No começo, dizíamos para as pessoas ficarem de olho nos talentos que estavam por vir. Não dava pra dizer quem seria, porque não poderíamos responsabilizargarotos em uma primeira competição. Temos a Verônia, o Alex, a Lorena, o Yeltsin – disse o coordenador do time brasileiro, Ciro Winckler.

A seleção de jovens contra com atletas até 23 anos. Além do trabalho esportivo, existe a preocupação com a formação desses jovens.

Vale lembrar que o Brasil terminou essa edição do Mundial com oito medalhistas inéditos.

Um dos motivos apontados para o surgimento de novos atletas é a Paralimpíada Escolar, que vai para seu sexto ano. Alan Fonteles foi descoberto nesse evento.

Então, que venham mais talentos e com muito mais medalhas.

Outros países tentam descobrir o segredo do Brasil

O sucesso do Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico em Lyon (FRA) tem causado a admiração de outros países. O coordenador técnico do time brasileiro até chegou a conversar com outras delegações sobre o assunto.

- Eles querem saber de onde vem os atletas do Brasil. Dei palestras para japoneses, canadenses. Temos os programas e os atletas estão surgindo - comemorou.

Também não faltam convites para períodos de treinamentos em diversos lugares do mundo. China e Inglaterra já tentaram levar alguns atletas para um intercâmbio.

- Estamos tendo muitos convites.Muita gente quer ir para o Brasil agora também para conhecer o país - declarou Wincler.

Meta agora é achar novos cadeirantes

Além do surgimento de novos atletas, o Brasil conquistou no Mundial em Lyon (FRA) sua primeira medalha de um cadeirante em prova de pista. A honra ficou com Ariosvaldo Silva, o Parré, nos 100m, categoria T53, quando ele levou o bronze.

Nessa busca por talentos, uma das ideias é tentar descobrir mais jovens cadeirantes. Até por isso, existe a ideia do Comitê Paralímpico Brasileiro de fazer a compra de quase mil cadeiras para a pratica esportiva.

- Estamos estabelecendo un plano de oito anos. A ideia é comprar essas cadeiras para fazer a iniciação dos jovens – afirmou o coordenador do time brasileiro, Ciro Wincler.

O custo do equipamento é uma das principais preocupações. No Brasil, as cadeiras podem chega a custar US$ 24 mil (cerca de R$ 54 mil).

AS REVELAÇÕES BRASILEIRAS

- LORENA SAVATINI SPOLADORE
Data e local de nascimento: 19/12/1995, em Maringá (PR)
Peso: 60 kg
Altura: 1.72
Classe: T11 (para deficientes visuais)
Conquista: Medalha de ouro no salto em distância

- VERÔNICA SILVA HIPÓLITO
Data e local de nascimento: 02/06/1996, São Paulo
Peso: 49kg
Altura: 1,58m
Classe: T38 (para paralisados cerebrais)
Conquistas: Medalha de ouro nos 200m e prata nos 100m

- YELTSIN FRANCISCO ORTEGA JACQUES
Data e local de nascimento: 21/09/1992, Campo Grande (MS)
Peso: 75kg
Altura: 1,79m
Classe: T12 (para deficientes visuais)
Conquistas: Medalha de prata nos 1.500m e bronze nos 800m

- ALEX DOUGLAS PIRES DA SILVA
Alex Douglas Pires da Silva
Data e local de nascimento: 07/05/1990, Sapiranga(RS)
Peso: 67kg
Altura: 1,79m
Classe: T46 (para amputados e outros)
Conquistas: Medalha de prata nos 1.500m e nos 5.000m

NÚMERO

40 medalhas

Conquistou o Brasil no Mundial de Atletismo Paralímpico. Foram 16 de ouro, dez de prata e 14 de bronze. A equipe terminou a competição na terceira colocação, atrás de Rússia e Estados Unidos. É a melhor participação brasileira na história, repetindo o terceiro lugar de 2011, na Nova Zelândia, mas com mais conquistas

*O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro