icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
02/04/2014
17:57

A altitude costuma ser uma pedra na chuteira dos clubes brasileiros na Copa Libertadores. Equipes mais fracas tecnicamente costumam endurecer - e até vencer - jogando acima do nível do mar. Nesta terça-feira, o Atlético-PR decide a vida no torneio diante do The Strongest (BOL), em La Paz. A capital boliviana fica a 3,6 mil metros de altitude. Mas os preparadores físicos do Rubro-Negro fazem um trabalho especial para que a equipe volte ao Brasil classificada às oitavas de final.

Basta um empate para que o Furacão siga caminho na Libertadores. No CT do Caju, em Curitiba, os jogadores fazem trabalho em velocidade máxima, e os goleiros treinam com bolas mais leves - de vôlei -, para imitar a menor resistência do ar. Tudo supervisionado por Luiz Gustavo Emed, médico do clube.

- O treinamento intensivo tem sido feito com o objetivo de obter um ganho de capacidade física, para que o atleta tenha uma menor queda de rendimento na altitude. E não só no rendimento físico, mas também no déficit de atenção, visualização e coordenação - disse Emed ao site oficial do Furacão.

No domingo, a delegação atleticana viaja à Santa Cruz de la Sierra, cidade que fica a apenas 416 metros do nível do mar, e a 884 kms de La Paz. Lá o time treina até o dia do jogo, quando viaja em voo fretado à capital, enfrenta o The Strongest, e volta para Santa Cruz ainda no mesmo dia, para minimizar os efeitos do ar rarefeito.