icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
16/11/2014
08:00

Surgiu naquela primeira metade da década de 1970 o que os cartolas azuis chamaram de "Cruzeiro Exportação", um projeto cujo objetivo de tornar o clube definitivamente internacional. Começou em 1972 com uma excursão por nove países - EUA, México, Austrália, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Malásia, Tailândia e Irã - e terminou com a conquista da Taça Libertadores da América de 1976, com a sensacional vitória de 3 a 2 sobre o River Plate, da Argentina, na revanche disputada no campo neutro do Estádio Centenário, em Montevidéu.

Voltado para a Libertadores, da qual enfim saiu vencedor, o Cruzeiro acabou perdendo o Estadual para o Atlético, que ganhou os dois jogos decisivos por 2 a 0, gols da dupla Marcelo - o atual técnico da Raposa - e Reinaldo nas duas partidas. O Galo começava a formar o time que em breve faria história, e que tinha Ortiz, Getúlio, Modesto, Vantuir, Dionísio, Toninho Cerezo, Danival, Paulo Isidoro, Marinho, Reinaldo e Marcelo. O técnico era Barbatana.

Em 1977, no entanto, o clube azul recuperou o título, vencendo dois dos três jogos de mais uma decisão do Mineiro. O Galo ganhou o primeiro por 1 a 0, gol de Danival. Mas eis que ressurgiu das cinzas o centroavante uruguaio Hebert Revetria, que fora vítima de hepatite e mal conseguia jogar, para marcar três vezes na segunda partida, levando a Raposa à vitória de 3 a 1, forçando um terceiro duelo. Neste, diante de 122.534 pagantes, o Atlético fez 1 a 0, com Reinaldo, mas ele, Revetria, empatou, dando ao seu time a oportunidade de marcar outras duas vezes na prorrogação, com Joãozinho e Lívio, para enfiar 3 a 1 e sair campeão.

Não foi de fato um ano de boas lembranças para o Galo, que perdeu o Brasileiro para o São Paulo, nos pênaltis, em pleno Mineirão. Mas o clube não tardaria a conquistar um recorde jamais igualado nos quase 50 anos da história do Mineirão: o hexacampeonato estadual.