icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
18/06/2014
07:45

Assim como o Tio Sam convocava os jovens americanos para integrar o exército do país, Milton Cruz se coloca como um dos responsáveis por atrair os cidadãos dos Estados Unidos para o "soccer". De volta à América, agora como coordenador técnico, o ex-atacante está se sentindo em casa.

- Está sendo muito legal voltar. Fui um dos primeiros a se aventurar no país e peguei uma época de alta com Pelé e Beckenbauer - disse Milton Cruz ao LANCE!Net.

Membro fixo da comissão técnica são-paulina, Milton iniciou a carreira como jogador no São Paulo, mas logo foi emprestado para o Dallas Tornado. A negociação foi selada em 1979 após o Tricolor fechar parceria com a North American Soccer League, a NASL, para enviar jovens jogadores.

Ao lado de Teodoro Santana, Zequinha e Tatu, o então centroavante não se intimidou nos EUA e, mesmo com 21 anos, foi o artilheiro da temporada com 17 gols, deixando grandes astros para trás.

- Eu já vinha fazendo gols no São Paulo quando o Serginho (Chulapa) machucou. Cheguei e mantive a boa fase, fiz muitos gols. Consegui ser artilheiro mesmo com o Gerd Müller (atacante alemão) - exaltou.

Além da concorrência do autor de 14 gols em Copas do Mundo, Milton Cruz teve de enfrentar uma dupla de zaga de respeito e garante ter levado a melhor inclusive com goleada sobre o New York Cosmos.

- O Cosmos tinha o melhor time, lotava estádio, mas já não tinha o Pelé. Mesmo assim, tive que enfrentar o Carlos Alberto Torres e o Beckenbauer (campeões do mundo por Brasil e Alemanha em 1970 e 1974, respectivamente) e ganhamos por 5 a 1 - valorizou o são-paulino.

De volta aos Estados Unidos, Milton espera encontrar amigos que deixou no país e não descarta a possibilidade de um dia ficar para trabalhar novamente com futebol.