icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
13/04/2014
08:13

Invicto desde o fim de 2012 nas argolas, novos equipamentos para treinar na SERC/Santa Maria, em São Caetano do Sul, diversos patrocinadores e uma das principais esperanças do Brasil na busca por medalhas na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Motivos não faltam para Arthur Zanetti sorrir. Mas quem pensa que o ginasta está satisfeito, está muito enganado. Ele ainda quer mais.

Se aprimorar em sua principal prova para se manter no lugar mais alto do pódio e se arriscar em outras para ajudar a Seleção Brasileira a conquistar uma vaga olímpica por equipes. Esses são os principais objetivos do atleta. Até por isso, ele já preparou uma nova série no solo para as próximas competições.

– Vou aumentar um pouco a nota de partida. Talvez, possa ser a segunda nota do Brasil para ajudar a seleção – disse o ginasta, consciente de que conquistar uma medalha no solo ainda é algo distante.

– Já estamos treinando a série nova. Com o tablado novo do ginásio, podemos arriscar mais. Ele ia testá-la nos Jogos Sul-Americanos (em março, em Santiago), mas machucou o pé não fez. Vamos testar agora nessa etapa da Copa do Mundo – afirmou o técnico Marcos Goto.

Zanetti lesionou o pé esquerdo durante a disputa do salto nos Jogos Sul-Americanos. Como as argolas não exigem tanto do membro, ele seguiu na disputa de sua principal prova. Saiu com a medalha de ouro.

Após um Meeting Internacional em Santos, de 15 a 21 de abril, o ginasta participa da etapa de Anadia da Copa do Mundo, de 29 de maio a 1 de junho. Mas o objetivo principal é mesmo o Mundial em outubro.

A competição individual e por equipes será em Nanning, na China. Os 24 primeiros colocados se classificam ao Pré-Olímpico de 2015. O objetivo dos brasileiros é ficar entre os oito primeiros para irem às finais.

Além das argolas e do solo, Zanetti vai competir no salto. Com a boa fase atual, medalha não vai faltar.

Meta é manter padrão de notas nas argolas

Alcançar a nota de 16,000. A cada competição, o ginasta Arthur Zanetti fica mais perto de obter tal pontuação. Se conquistou o título mundial ano passado com 15,800, nesta temporada ele levou os Jogos Sul-Americanos com 15,900 em uma apresentação quase perfeita.

– Temos uma margem de nota, já existe um padrão. A série no Sul-Americano nem foi a mais difícil dele, tem uma com maior dificuldade. Na próxima etapa da Copa do Mundo, vamos observar os adversários e ver se fazemos a prova nova – disse o técnico Marcos Goto.

– Nunca ficamos falando sobre isso de nota. Foi melhor que no Mundial, mas é um padrao que já existe. Ele fez uma prova muito boa no Chile, cravou a saída. Quando crava acontece isso, a nota padrão é aquilo ali – completou o treinador.

Segundo Goto, a nota padrão de Zanetti nas competições sempre fica entre 15,700 e 15,900. Qualquer pontuação menor do que essa já é considerada baixa. Só como comparação, nas oito competições que o ginasta venceu ano passado nas argolas, o brasileiro ficou com a pontuação entre 15,700 e 15,875.

E a nota de 16,000?

– Dá para chegar nos 16, mas depende da competição, da arbitragem... – avaliou o treinador.

Ciente de que é o ginasta a ser batido nas argolas no momento, Zanetti aponta os principais rivais.

– Tem dois russos, um americano e um chinês que participou do Mundial no ano passado – disse.

IMBATÍVEL:

Última derrota
Arthur Zanetti não perde uma competição nas argolas desde o fim de 2012. No dia 24 de novembro daquele ano, ele ficou com a segunda colocação na Copa do Mundo de Ostrava, na República Tcheca. A medalha de ouro na disputa ficou com o grego Eleftherios Petrounias.

2013 e 2014
Na temporada seguinte à conquista do ouro olímpico, Arthur Zanetti disputou oito competições e venceu todas: Copa do Mundo de Doha, Catar; Copa do Mundo de Anadia, Portugal; Universíade de Kazã, na Rússia; Jogos Regionais por São Caetano; Brasileiro; Mundial de Antuérpia, na Bélgica; Memorial Arturo Gender, na Suíça; e Copa Toyota, no Japão. Já na primeira disputa deste ano, levou o ouro nos Jogos Sul-Americanos, no Chile.