icons.title signature.placeholder Fabricio Crepaldi e Thiago Ferri
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26/07/2013
09:15

Henrique já viveu de tudo no Palmeiras. Venceu dois títulos, disputou Libertadores, mas também conviveu com a pressão do rebaixamento e a reformulação do clube no começo do ano. Agora, finalmente, ele considera que o time conseguiu a confiança e tranquilidade necessárias para embalar. Vindo de quatro vitórias seguidas na Série B, o capitão está animado com a fase.

– A confiança dos jogadores foi resgatada e era isto o que precisava. A torcida também está ao nosso lado. Estão todos em um caminho só, jogadores, comissão, torcida, diretoria. Independente dos resultados, a vontade é a mesma – disse, ao LANCE!Net, em evento de uma operadora de telefonia, patrocinadora do Verdão, no qual o camisa 3 concedeu autógrafos a torcedores em um shopping na capital paulista.

Depois da queda, Henrique viu alguns dos líderes do grupo em 2012, como Assunção e Barcos, irem embora. Agora com outras lideranças a seu lado (veja abaixo), e uma diretoria que ele considera muito transparente, o capitão vê o Palmeiras com mais opções e solidário em campo.

– O time criou uma nova cara. O espírito que temos na Série B, de guerreiro, lutadores, está fazendo a diferença dentro de campo. Todos ajudam a marcar, atacar, e este é o ponto forte – acrescentou o jogador.

Com contrato até 2017, Henrique nem cogita sair, apesar das sondagens que recebeu no primeiro semestre e da dívida que o Verdão tem com ele – que embora já tenha sido cobrada, não é motivo de rusgas.

Seu foco é apenas conseguir o quanto antes subir com o Palmeiras de volta à Série A. Ciente da responsabilidade que este grupo tem de colocar o time na elite para o ano de seu centenário, o zagueiro promete que irá se controlar mais.

Contra o Sport, no dia 8 de junho, o capitão não poupou xingamentos à atuação do árbitro Wagner Reway, que errou no gol da derrota ao marcar o escanteio inexistente, e não ver Nunes dominar com o braço antes de marcar.

– Tem jogos que você tem que respirar, e outros nem com a respirada você consegue (se acalmar) (risos). Mas temos que estar preparados para um monte de coisa, e só pensar em subir o quanto antes.


Henrique: 'O carinho da torcida te faz não desistir nunca'

LANCE!Net: Você já passou por tudo no Palmeiras. Qual a melhor recordação?
Passei muitos momentos felizes aqui, títulos e até mesmo em derrota. Não que você fique feliz em derrota, mas vê o carinho da torcida e isto que te faz não desistir nunca. A torcida é quente, apoia, incentiva. Minha felicidade é estar no Palmeiras e poder ajudar.

L!Net: O quanto motiva vencer o Figueirense, principal rival batido?
Serve de muitas coisas. Concorrente direto, que tem todas as condições para subir, fora de casa, num clima difícil, e toda esta superação. Esta linha que todos estão seguindo é importante continuar, para que a gente consiga um objetivo como a vitória contra o Figueirense, que foi importante, e dá mais moral.

L!Net: André Luiz e Vilson brigam pela vaga na zaga. Tem preferência?
Não tenho preferência nenhuma. Todos os jogadores têm condições de jogar. O grupo é bom, todos se ajudam e isto é importante. Tem que jogar quem está melhor, e às vezes tem uma disputa boa, saudável, e isto só tende a crescer e fortalecer.

L!Net:Você já passou por Europa, Série A, agora Série B... Teve adaptação?
Tem que trabalhar de tudo um pouco na Série B. São viagens longas, campos difíceis (risos). São coisas que cansam, jogos seguidos. Mas tem que estar preparado para tudo. Nada melhor do que ver a torcida contente e feliz para que dê mais força para nós.

L!Net: Você tem um plano para carreira? Voltar a Europa, ficar?
Não só eu, minha família toda está contente no Palmeiras. Independente da situação, foi um clube que me acolheu, a torcida também, e tenho um carinho muito grande por isso. Meu pensamento é só em ajudar o Palmeiras e colocar o time na Primeira Divisão novamente.


Trajetória de Henrique na Academia

Chegada
Após se destacar no Coritiba, chegou ao Verdão em 2008, comprado por R$ 6 milhões, com ajuda da Traffic, então investidora do clube.

Título
Henrique logo se firmou na zaga do Palmeiras. Assim, foi um dos destaques da equipe na campanha do título do Paulistão de 2008, que acabou com um jejum de oito anos sem vencer qualquer competição. Foi para a seleção do Campeonato pela Federação, formando a zaga com Miranda, que atuava pelo São Paulo.

Venda
O ótimo primeiro semestre no Alviverde despertou o interesse de vários clubes no jogador, entre eles o Barcelona. Em julho, o clube catalão pagou cerca de R$ 26 milhões para contratar o zagueiro, que assinou um contrato de cinco anos.

Empréstimo
Apesar de ter chegado com status de promessa, Henrique nunca teve chances no Barça e foi emprestado ao Bayer Leverkusen (ALE) e ao Racing Santander (ESP), antes de voltar ao Palmeiras, também por empréstimo, em julho de 2011.

Compra
Em junho do ano seguinte, quando o empréstimo venceria, o Palmeiras acertou a compra dos direitos de Henrique, mesmo com ele não repetindo as grandes atuações de antes. O contrato foi assinado por cinco temporadas e o clube nunca divulgou o quanto gastou para repatriá-lo.

Copa do Brasil
De contrato renovado, Henrique teve sua maior alegria no Palmeiras: o título da Copa do Brasil do ano passado. Ele foi um dos principais jogadores do time na campanha, principalmente após ter começado a jogar de volante, na semifinal contra o Grêmio.

Rebaixamento
Após a alegria, porém, veio a maior decepção também. Titular em toda a campanha do Brasileirão do ano passado, foi um dos que mais atuaram no rebaixamento do time para a Série B da competição.

Faixa e Seleção
Com a saída de Marcos Assunção, no começo do ano, Henrique assumiu a faixa de capitão da equipe e tornou-se o principal líder do Verdão dentro de campo. Além disso, as boas atuações no primeiro semestre renderam a convocação para a Seleção para o amistoso contra o Chile, no qual entrou no segundo tempo.  

Henrique já viveu de tudo no Palmeiras. Venceu dois títulos, disputou Libertadores, mas também conviveu com a pressão do rebaixamento e a reformulação do clube no começo do ano. Agora, finalmente, ele considera que o time conseguiu a confiança e tranquilidade necessárias para embalar. Vindo de quatro vitórias seguidas na Série B, o capitão está animado com a fase.

– A confiança dos jogadores foi resgatada e era isto o que precisava. A torcida também está ao nosso lado. Estão todos em um caminho só, jogadores, comissão, torcida, diretoria. Independente dos resultados, a vontade é a mesma – disse, ao LANCE!Net, em evento de uma operadora de telefonia, patrocinadora do Verdão, no qual o camisa 3 concedeu autógrafos a torcedores em um shopping na capital paulista.

Depois da queda, Henrique viu alguns dos líderes do grupo em 2012, como Assunção e Barcos, irem embora. Agora com outras lideranças a seu lado (veja abaixo), e uma diretoria que ele considera muito transparente, o capitão vê o Palmeiras com mais opções e solidário em campo.

– O time criou uma nova cara. O espírito que temos na Série B, de guerreiro, lutadores, está fazendo a diferença dentro de campo. Todos ajudam a marcar, atacar, e este é o ponto forte – acrescentou o jogador.

Com contrato até 2017, Henrique nem cogita sair, apesar das sondagens que recebeu no primeiro semestre e da dívida que o Verdão tem com ele – que embora já tenha sido cobrada, não é motivo de rusgas.

Seu foco é apenas conseguir o quanto antes subir com o Palmeiras de volta à Série A. Ciente da responsabilidade que este grupo tem de colocar o time na elite para o ano de seu centenário, o zagueiro promete que irá se controlar mais.

Contra o Sport, no dia 8 de junho, o capitão não poupou xingamentos à atuação do árbitro Wagner Reway, que errou no gol da derrota ao marcar o escanteio inexistente, e não ver Nunes dominar com o braço antes de marcar.

– Tem jogos que você tem que respirar, e outros nem com a respirada você consegue (se acalmar) (risos). Mas temos que estar preparados para um monte de coisa, e só pensar em subir o quanto antes.


Henrique: 'O carinho da torcida te faz não desistir nunca'

LANCE!Net: Você já passou por tudo no Palmeiras. Qual a melhor recordação?
Passei muitos momentos felizes aqui, títulos e até mesmo em derrota. Não que você fique feliz em derrota, mas vê o carinho da torcida e isto que te faz não desistir nunca. A torcida é quente, apoia, incentiva. Minha felicidade é estar no Palmeiras e poder ajudar.

L!Net: O quanto motiva vencer o Figueirense, principal rival batido?
Serve de muitas coisas. Concorrente direto, que tem todas as condições para subir, fora de casa, num clima difícil, e toda esta superação. Esta linha que todos estão seguindo é importante continuar, para que a gente consiga um objetivo como a vitória contra o Figueirense, que foi importante, e dá mais moral.

L!Net: André Luiz e Vilson brigam pela vaga na zaga. Tem preferência?
Não tenho preferência nenhuma. Todos os jogadores têm condições de jogar. O grupo é bom, todos se ajudam e isto é importante. Tem que jogar quem está melhor, e às vezes tem uma disputa boa, saudável, e isto só tende a crescer e fortalecer.

L!Net:Você já passou por Europa, Série A, agora Série B... Teve adaptação?
Tem que trabalhar de tudo um pouco na Série B. São viagens longas, campos difíceis (risos). São coisas que cansam, jogos seguidos. Mas tem que estar preparado para tudo. Nada melhor do que ver a torcida contente e feliz para que dê mais força para nós.

L!Net: Você tem um plano para carreira? Voltar a Europa, ficar?
Não só eu, minha família toda está contente no Palmeiras. Independente da situação, foi um clube que me acolheu, a torcida também, e tenho um carinho muito grande por isso. Meu pensamento é só em ajudar o Palmeiras e colocar o time na Primeira Divisão novamente.


Trajetória de Henrique na Academia

Chegada
Após se destacar no Coritiba, chegou ao Verdão em 2008, comprado por R$ 6 milhões, com ajuda da Traffic, então investidora do clube.

Título
Henrique logo se firmou na zaga do Palmeiras. Assim, foi um dos destaques da equipe na campanha do título do Paulistão de 2008, que acabou com um jejum de oito anos sem vencer qualquer competição. Foi para a seleção do Campeonato pela Federação, formando a zaga com Miranda, que atuava pelo São Paulo.

Venda
O ótimo primeiro semestre no Alviverde despertou o interesse de vários clubes no jogador, entre eles o Barcelona. Em julho, o clube catalão pagou cerca de R$ 26 milhões para contratar o zagueiro, que assinou um contrato de cinco anos.

Empréstimo
Apesar de ter chegado com status de promessa, Henrique nunca teve chances no Barça e foi emprestado ao Bayer Leverkusen (ALE) e ao Racing Santander (ESP), antes de voltar ao Palmeiras, também por empréstimo, em julho de 2011.

Compra
Em junho do ano seguinte, quando o empréstimo venceria, o Palmeiras acertou a compra dos direitos de Henrique, mesmo com ele não repetindo as grandes atuações de antes. O contrato foi assinado por cinco temporadas e o clube nunca divulgou o quanto gastou para repatriá-lo.

Copa do Brasil
De contrato renovado, Henrique teve sua maior alegria no Palmeiras: o título da Copa do Brasil do ano passado. Ele foi um dos principais jogadores do time na campanha, principalmente após ter começado a jogar de volante, na semifinal contra o Grêmio.

Rebaixamento
Após a alegria, porém, veio a maior decepção também. Titular em toda a campanha do Brasileirão do ano passado, foi um dos que mais atuaram no rebaixamento do time para a Série B da competição.

Faixa e Seleção
Com a saída de Marcos Assunção, no começo do ano, Henrique assumiu a faixa de capitão da equipe e tornou-se o principal líder do Verdão dentro de campo. Além disso, as boas atuações no primeiro semestre renderam a convocação para a Seleção para o amistoso contra o Chile, no qual entrou no segundo tempo.