icons.title signature.placeholder Felipe Domingues, Guilherme Cardoso e Luis Fernando Ramos
09/11/2014
16:43

A rivalidade (e amizade) de Nico Rosberg e Lewis Hamilton é antiga. Os dois participaram das categorias de base do automobilismo, como o kart, a Fórmula 3 europeia e britânica, e a GP2, juntos, fosse como companheiros de equipe ou rivais nas pistas. Sempre foram colegas. Mas nesse ano, os dois levaram a rivalidade ao degrau mais alto, brigando pelo título da Fórmula 1.

- Vamos ver ainda (amizade pós campeonato). No momento nossa relação está neutra. Tivemos momentos bons, ruins, e tudo fica assim. Nós voltamos 15 anos no tempo. Mas só espero que tenhamos uma boa corrida no fim das contas - disse Rosberg durante a coletiva, enquanto Hamilton apenas olhava para baixo, sem olhar para o companheiro que buscava a todo o momento uma reação do inglês.

Neste domingo, Rosberg diminuiu um pouco a vantagem de Hamilton pelo título da Fórmula 1. A distância que poderia abrir para 49 pontos, ficou em 17 e, com isso, o campeonato será decidido apenas na última corrida, em Abu Dhabi, que vale pontuação dupla. O vencedor levará 50 pontos, enquanto o segundo colocado ficará com 36, logo, Hamilton precisaria terminar em terceiro, para receber 30 pontos. Mas como freá-lo?

- Ele é o homem (diz, apontando para Felipe Massa). Preciso de uma ajuda dele. Mas não vença a corrida (diz à Massa), nãoo seja tão rapido. Eu só preciso que você fique no meio de nós (risos) - brincou Rosberg, enquanto Hamilton seguia com a cara séria.

Neste ano, a Mercedes, de fato, sobrou. Foram 18 corridas na temporada e 15 vitórias das Flechas de Prata. Agora, a equipe empatou o recorde de vitórias e dobradinhas de um time em apenas uma temporada. A antiga honra pertencia a uma equipe de boa lembrança ao Brasil: a McLaren de 1988, com Alain Prost e Ayrton Senna.

- É fantástico. O time está fazendo um trabalho incrível. É ótimo fazer parte disso. Você sente isso, que todos estão motivados e focados. Essa foi uma grande mudança, antes caçávamos (outras equipes) e agora somos os caçados. A equipe se adaptou bem a isso. É duro chegar à frente e manter-se lá - disse.