icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
07/11/2014
11:40

O sobrenome famoso pode abrir portas. E com o pai e os irmãos envolvidos no automobilismo, o resultado não poderia ser outro. Mas o talento, pelo menos nesse início de carreira, fala mais alto do que isso tudo. Esse é Pedro Piquet, de 16 anos, campeão desta temporada da Fórmula 3 Brasil e que neste fim de semana vai viver um novo desafio em Interlagos: participar da etapa da Porsche GT3 Challenge, que antecede o GP do Brasil da Fórmula 1.

Filho do tricampeão da F-1 Nelson Piquet e irmão de Geraldo, Lazlo e Nelsinho, Pedro mostra que a velocidade realmente está no sangue da família.

O jovem estreou na Fórmula 3 Brasil nesta temporada após a categoria ser recriada. Em sete rodadas duplas até o momento (14 provas), venceu dez. E como não poderia ser diferente, conquistou o título antecipado mesmo com duas corridas de antecedência.

- No começo da temporada, não tinha andado muito com o carro. Chegava em uma pista e demorava um dia e meio para conseguir andar no limite. Hoje, já estou vendo que chego em uma pista e em 20 voltas consigo andar com o carro de lado, mais no limite. Isso é importante para as categorias lá fora. Tem muito pouco treino. Então, é o ideal é conseguir chegar no limite rapidamente - afirmou Pedro.

Acompanhado do pai para correr neste fim de semana em Interlagos, o jovem se mostra sempre tranquilo e firme em suas respostas. Conhece bem seu momento atual e não faz planos para o futuro. O pai coruja o acompanha sempre que pode. Mas procura não interferir muito.

- A gente evolui um pouco também. Vou lá, levo ele, asssisto às corridas. Mas raramente interfiro. Interfiro não nele, mas no carro. Tenho um olho muito bom, vejo coisas que os outros não enxxergam. Mas no dia a dia do trabalho, não entro em nada - avaliou Nelson.
Apesar do sucesso, o jovem Piquet não pensa em competir no exterior nesse momento. Tudo por conta dos estudos. Ainda falta um ano e meio para ele se formar no colégio.

- Quero antes de tudo terminar a escola. Minha escola termina no meio de 2016. Ano que vem, pretendo continuar morando no Brasil. A categoria não sei, mas quero terminar a escola no Brasil - declarou o corredor.

- A gente não decidiu ainda (onde correr em 2015). Claro que vamos tentar treinar bastante lá fora de Fórmula 3, nos circuitos grandes da Fórmula 1. Mas não tem nada decidido - completou.

Para essa sua participação especial na Porsche GT3 Challenge, Pedro fez alguns testes com o carro em Curitiba. E acredita que não terá dificuldades em correr em uma categoria de turismo.

- Muita gente falava que como eu guiei um carro de Fórmula 3, eu acharia sem graça. Achei um carro bom, não é dificil de andar, tem equilibrio bom. Em Curitiba, consegui andar bem e estou bem treinado para cá - avaliou.

E sobre a Fórmula 1? Sonha em entrar para a categoria quando? Sempre com os pés no chão, Pedro é realista:

- Não tem como fazer uma previsão. Nem sei se vou para a Fórmula 1, nem sei se esse vai ser meu direcionamento. Categoria de base, se ganhar em um ano, muda no próximo, assim como se for segundo ou terceiro. Mas se for mal, tem de fazer de novo. E a Fórmula 1 é dificil de entrar, muitas vezes precisa ter um patrocinio bom. Então, não tem como fazer uma previsão para quando vou estar e em qual categoria vou estar - declarou.