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09/11/2014
15:38

Após declarações do presidente da Federação Internacional de Vôlei, o brasileiro Ary Graça, colocando em xeque a possibilidade de o Irã sediar novos eventos internacionais da modalidade, por causa da prisão de uma torcedora do país, a entidade confirmou neste domingo que aplicará a sanção.

O anúncio acontece uma semana depois de a estudante iraniana com cidadania britânica Goncheh Ghavami, de 25 anos, ser presa por um tribunal de Teerã. Do dia 20 de junho, ela foi detida na cidade por tentar assistir a uma partida de voleibol entre Irã e Itália, pela Liga Mundial. O país não permite a presença de mulheres em competições disputadas exclusivamente por homens. Elas também estão proibidas de assistir a jogos de futebol no Irã.

De acordo com comunicado de um porta-voz da FIVB à agência AFP, a entidade "não dar ao Irã o direito de sediar qualquer futuro evento diretamente controlados por ela, como Campeonatos Mundiais, especialmente de menores de idade, até que a proibição de mulheres de assistirem a jogos vôlei continue em vigor". Porém, a medida não entrará em vigor de imediato.

– Isto não inclui outros torneios de vôlei ou torneio da Liga Mundial do ano que vem, porque os equipamentos já estão confirmados – ressaltou o porta-voz.

Ao protestar contra as regras do país, Ghavami foi acusada de promover propaganda contrao governo. O porta-voz da FIVB disse que a razão para sancionar o Irã foi tomada depois que a federação se reuniu em outubro com uma delegação da Human Rights Watch.

De acordo com o irmão de Ghavami, ela está em greve de fome desde que sua prisão foi decretada, há uma semana. Por causa da sanção, a Argentina foi convidada a assumir o lugar de Irã na organização de um campeonato mundial Sub-19 em2015.