icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
27/03/2014
16:45

Thiago Marreta subiu no octógono do UFC de Natal, no último domingo, disposto a dar uma resposta ao Ultimate, aos fãs de MMA e a si mesmo. Depois de não se sair bem em sua participação no The Ultimate Fighter Brasil 2, o carioca foi convocado de última hora para fazer sua estreia no show contra Cezar Mutante, em outubro passado. O duelo acabou com um nocaute do rival com menos de um minuto de luta. A recuperação veio cinco meses depois, contra Ronny Markes. Maior azarão do evento nas casas de apostas, Marreta "quebrou a banca" ao nocautear o adversário favorito ainda no primeiro assalto da disputa.

Feliz com o resultado, o meio-médio já pensa no próximo passo dentro do evento. De olho em um retorno breve ao octógono mais famoso do mundo, Thiago revelou em entrevista ao LANCE!Net que seu empresário está tentando fazer com que seu novo compromisso aconteça fora do país.

- Não me machuquei na luta e quero voltar o quanto antes. Já conversei com meu empresário e meu mestre e nossa intenção é fazer uma luta no exterior. Estamos tentando casar uma luta fora do Brasil. Quero representar meu país lá fora. Seria uma realização profissional lutar lá fora, representando meu país contra um adversário estrangeiro - declarou, em conversa por telefone.

Logo após o triunfo diante de Markes, Marreta disse que acompanhou a repercussão do resultado na internet e inclusive os inúmeros pedidos de que ele faça uma revanche com Cezar Mutante, que também lutou em Natal, mas acabou nocauteado contra CB Dollaway. 

- Vi alguns comentários sobre isso. Posso falar que tenho certeza de que nos encontraremos ainda, tenho essa vontade, mas não tenho condições de pedir isso agora. Acabei de entrar no ônibus, que está lotado... Não cheguei nem no meio ainda, quanto mais sentar na janela. Acho que tenho de esperar ainda pelo que o UFC vai me dar agora. Vou estar preparado para o que me derem. O que servirem para o jantar eu vou comer - afirmou.

Confira um bate-papo com Thiago Marreta
Você se sentiu pressionado por um resultado positivo?
Tentei não pensar nisso. Estamos sob pressão no UFC a todo momento. Temos de lutar bem ganhando ou perdendo e temos de mostrar um bom desempenho, mostrar trabalho. Me foquei nisso, em vencer a minha luta. Estava preparado para três rounds, treinei bastante e não esperava que fosse acabar tão rapido. O Ronny é um cara muito forte, experiente. Achei que fosse durar mais. A estratégia era prolongar a luta.

Thiago acerta chute na costela de Markes para vencer luta (FOTO: Divulgação/UFC)

Por qual motivo você não se manteve nos meio-médios após a participação no TUF?
Não pretendo voltar aos meio-médios agora. Quero ficar nos médios. Antes de entrar no TUF, já tinha cogitado essa possibilidade de subir para os médios, pois vinha tendo muita dificuldade para bater o peso. Acabei passando nos testes para a casa do TUF como meio-médio e é uma oportunidade que não se desperdiça. Fui mesmo assim, me esforcei e disse que seria meu último sacrifício para bater esse peso. Dentro da casa, bati o peso por quatro vezes dentro de um mês. Com isso, não fiz boas lutas, estive fraco demais e senti muito a perda de peso. Depois surgiu a oportunidade de lutar com o Mutante nos médios após alguns não aceitarem... Decidir ir, era um risco, mas continuei.

Mas você não acha que seu tamanho te favoreceria na categoria de baixo?
Sim, mas muitas vezes você faz uma falsa impressão. Nos meio-médios, fiquei com uma envergadura maior, mas vinha sentindo o corte de peso. É uma falsa impressão de que eu estou mais forte. Passava do primeiro round, já me sentia fraco, debilitado, sem força. Prefiro lutar nos médios mesmo que eu enfrente uns caras mais pesados e fortes, pois também vou estar forte. Vou ter uma vantagem de estar mais rápido, mais ágil. Estou gostando dessa categoria, no momento não penso em mudar.