icons.title signature.placeholder Jonas Moura
03/12/2013
08:03

Poucas situações podem ser mais motivantes para uma atleta do que a certeza de que está vivendo o ápice da carreira. Quando entrar em quadra hoje, às 19h, para encarar o Sesi-SP, fora de casa, pela sétima rodada da Superliga, a oposto Tandara, do Vôlei Amil, estará embalada por esse sentimento.

Na última sexta-feira, a jogadora de 25 anos bateu o recorde de pontos em uma partida da competição. Foram 37 na vitória de sua equipe sobre o Praia Clube. Mesma marca da também oposto Mari na fatídica derrota da Seleção Brasileira para a Rússia na semifinal da Olimpíada de Atenas (2004).

A marca anterior pertencia à ponteira Fernanda Garay, que na temporada passada marcou 36 vezes pelo Sollys/Nestlé (atual Molico/Osasco), e à ex-central Karin Rodrigues, que obteve o mesmo número em 98/99, pelo Leites Nestlé (SP). O detalhe é que agora cada set termina com 21 pontos, contra 25 de campeonatos anteriores.

– Foi disparado o melhor jogo da minha vida. Estive consciente e tranquila para trabalhar cada bola que recebi. Esperava uma pontuação alta, mas não imaginava que quebraria o recorde – disse a jogadora, ao LANCE!Net.

Agora, Tandara reencontrará ninguém menos do que o adversário responsável pela eliminação de sua equipe na semifinal do Campeonato Paulista. O Sesi superou o Vôlei Amil dois dias antes da atuação de gala da oposto contra o Praia.

Por isso, ela afirma que a derrota anterior ficou definitivamente para trás. E o cenário se tornou ainda mais favorável ao time de Campinas depois que as adversárias perderam a decisão do estadual para o Molico, por 3 a 0, no domingo.

– A confiança voltou. Agora, é um campeonato mais importante. Não significa que vamos entrar com uma responsabilidade de ganhar, mas sim de jogar bem para nós mesmas – disse Tandara.

Maior pontuadora da temporada 2012/2013 da Superliga, ela também vai reencontrar o seu ex-time. Defendendo as cores do Sesi, marcou 417 pontos. Nesta edição, sua média já chega a 20 acertos por partida. A diferença é que hoje Tandara tem mais liberdade para definir as bolas. Nos últimos dois anos, ela atuou como ponteira, o que demandava recepcionar os saques adversários.

A mudança de funções é um trunfo do técnico José Roberto Guimarães, que comanda a jogadora tanto no clube quanto na Seleção Brasileira. Em novembro, ela integrou o grupo que faturou a Copa dos Campeões, no Japão.

– Sinto que amadureci muito nos últimos anos e continuo buscando sempre errar menos, ser mais constante em quadra. Não estava satisfeita com meu desempenho quando cheguei em Campinas, meu ataque pela saída de rede ainda não estava entrando. Mas tenho trabalhado a cada dia e o recorde é uma prova disso – afirmou.

Até os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ela espera que a boa fase persista.