icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
11/02/2015
10:06

Ao falarmos Aberto do Brasil, um nome da casa vem à mente: Bruno Soares. O duplista, por muitos anos, foi o melhor do país no Circuito da ATP, mas hoje perdeu o posto para Marcelo Melo e, pela primeira vez desde 2013, está fora dos 10 melhores do ranking. Ainda assim, nada de pânico.

- Sou muito mais na linha de sentar e reavaliar o que temos de melhorar. Entender por que os resultados não foram bons e procurar melhorar. Estamos longe de ter de nos separarmos. Sentamos com nosso treinador, conversamos e traçamos metas que temos de trabalhar. Sem pânico. Faz parte - comentou.

Atuando em casa, no piso que gosta e com a torcida a favor, Soares acredita que só se tornará favorito após a primeira rodada. O motivo? Nas seis vezes que jogou o Aberto, foi campeão em três e caiu na primeira rodada nas outras.

- Eu faço essa brincadeira, porque eu joguei o Aberto do Brasil seis vezes. Em três eu fui campeão, e em outras três eu caí na primeira rodada. Então eu brinco que eu geralmente saio como cabeça de chave, mas só me torno favorito quando venço a primeira rodada - brincou Soares, antes de completar sobre o duelo desta terça, contra Paolo Lorenzi (ITA) e Diego Schwartzman (ARG).

- Todo o jogo é uma pedreira, tenho que jogar meu melhor. E na primeira rodada teremos mais um jogo difícil, toda a estreia é complicada. Ainda pegamos uma dupla difícil nessa rodada, mas é entrar e fazer o melhor. O resultado será uma consequência - disse.

Soares teve um incentivo a mais para entrar em quadra no Brasil. Há quatro dias ele acompanhou o nascimento de seu primeiro filho. Após ficar ao lado de sua esposa por dois dias apenas, já voltou a competir. Para ele, porém, ter um filho não serve como estímulo dentro de quadra.

- Separo as coisas... Filho é a maior benção que tem, estou sentindo isso agora, mas não entro nessa linha de que vai me transformar. Sou quem eu sou, minha beleza não vai melhorar porque meu filho nasceu (risos)... É uma alegria a mais na minha vida, algo que me inspira. Mas ainda preciso correr atrás da bolinha. Isso não vai me ajudar dentro de quadra - comentou.

Ainda assim, para Soares é um momento especial, e ele garante que quer que o filho participe de suas sempre constantes viagens para torneios no exterior.

- Pude ajudar minha esposa só dois dias, mas é algo especial. Não tem como descrever a sensação de olhar aquele pacotinho e saber que ele é seu filho. Espero que ele possa me acompanhar nas viagens, porque quero ter isso bem perto - finalizou.