icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese e Fellipe Lucena
06/07/2014
08:15

Nenhuma seleção estrangeira está tão à vontade no Brasil como a Alemanha. Na Bahia, no Rio Grande do Sul ou no Rio de Janeiro, os jogadores da equipe europeia, historicamente conhecida pela frieza, conquistam o público e se encantam com o país-sede da Copa. É por isso que, em vez de lamentar, eles festejam a chance de enfrentar a Seleção na semifinal de terça, no Mineirão.

"Alemanha x Brasil. Melhor impossível. Vejo vocês em Belo Horizonte", escreveu no Twitter o atacante Podolski, que utiliza com frequência as hashtags "#Brasilteamo" e "tudonosso" em suas redes sociais. Assim mesmo, em português.

O jogador do Arsenal (ING) é um dos mais apaixonados pelo Brasil. Ficou "completamente abismado" no Rio de Janeiro, onde os alemães enfrentaram a França pelas quartas de final. Abusou das "selfies" na varanda do hotel, com vista para o mar, e disse que nunca viu nada semelhante: "Rio é frenético", brincou.

Schweinsteiger, meia do Bayern de Munique (ALE), é outro que está encantado. Assim como Podolski, assumiu a torcida pela Seleção Brasileira nos jogos contra Chile e Colômbia. Nas oitavas de final, eles se reuniram com funcionários do hotel em Santa Cruz Cabrália, no litoral sul da Bahia, e vibraram com a classificação. No mesmo lugar, já se divertiram com apresentação de capoeira e ensaiaram o Lepo Lepo, além de curtirem a praia ao lado dos fãs, sempre bem atendidos.

O apreço por clubes brasileiros fez com que muitos torcedores locais adotassem os alemães durante o Mundial. Primeiro, Neuer e Schweinsteiger surgiram cantando o hino do Bahia. Depois, Podolski visitou a Arena do Grêmio. Com o Flamengo, a ligação é ainda maior devido ao uniforme rubro-negro criado pela Adidas. Os jogadores gostaram tanto que vestiram a camisa do clube carioca.

- O que é mais belo do que enfrentar a equipe anfitriã, no país do rei do futebol, nas semifinais de uma Copa do Mundo? Vai ser um grande jogo em Belo Horizonte - questionou o técnico Joachim Löw.

Terça, a torcida estará contra no Mineirão. Se avançar, vai virar "Bralemanha"?

Eles torcem para o Brasil
Schweinsteiger e Podolski assistiram ao jogo entre Brasil e Chile com os funcionários do hotel em Santa Cruz Cabrália (BA). Os alemães não esconderam a torcida pela Seleção e até agitaram a bandeira após o triunfo nos pênaltis. Sexta, durante o jogo com a Colômbia, ambos postaram mensagens de apoio no Twitter.

Eles cantam o hino do Bahia
O goleiro Neuer e o meia Schweinsteiger, companheiros do brasileiro Dante no Bayern de Munique (ALE), gravaram um vídeo em que aparecem uniformizados com camisas do Bahia e tentando cantar o hino do clube para homenagear o colega. Dante é torcedor fanático do clube nordestino.

Neur e Schweinsteiger com a camisa do Bahia (FOTO: Reprodução)


Eles são Grêmio
Schweinsteiger, sempre ele, encontrou o amigo Zé Roberto em Porto Alegre e posou para uma foto vestindo a camisa do Grêmio, clube do meio-campista brasileiro. "Nova contratação do Grêmio", brincou Zé Roberto, que atuou com o craque alemão no Bayern de Munique (ALE).

Eles são Flamengo
A relação entre o Flamengo e a seleção alemã não se restringe ao uniforme rubro-negro dos europeus. Na passagem pelo Rio de Janeiro, onde enfrentaram a França, Schweinsteiger e Podoski tiraram uma foto vestindo a camisa do Rubro-Negro. Presente de André Santos, que jogou com Podolski no Arsenal (ING).

Podolski e Schweinsteiger com a camisa do Fla (FOTO: Divulgação)


Capoeira
Assim que chegaram ao hotel na Bahia, os alemães viram uma apresentação de capoeira. Lotaram as redes sociais.

Sem risadinha
Podolski e Özil posaram para foto com policiais na Bahia. “Estamos seguros aqui”, escreveu Podolski.

Lepo Lepo
Neuer e Schweinsteiger encontraram o amigo brasileiro Mauro Tibúrcio na praia e arriscaram passos da dança.