icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
21/07/2014
08:17

Com Dunga prestes a ser anunciado pela CBF como técnico da Seleção Brasileira, segundo o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Novelletto, a dúvida agora fica por conta da definição sobre quem vai acompanhá-lo no projeto. A expectativa é que José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Gilmar Rinaldi anunciem na terça-feira, além do treinador, o restante da comissão técnica.

Diferentemente do período entre 2006 e 2010, Dunga não terá um figurão como auxiliar, como foi o caso de Jorginho, campeão do mundo em 1994. A tendência é que Andrey Lopes, assistente do tetracampeão nos tempos de Internacional, faça parte da comissão técnica. Indagado sobre o que Dunga poderia trazer de novo à Seleção, Andrey preferiu não entrar no assunto, resguardando-se para falar só após a oficialização.

Além disso, alguns nomes que seriam escanteados podem voltar a atuar. Um deles é o preparador físico Paulo Paixão, que foi à Copa-2014 e estava entre os que saíram por fazerem parte da comissão técnica de Luiz Felipe Scolari. Paixão, que trabalhou com Dunga no Internacional, foi outro a fugir do assunto.

– Não quero falar em possibilidades. Vamos ver como vão se desenrolar as coisas. Por enquanto, ainda estou de cabeça inchada pela derrota do Coritiba – disse ao LANCE!Net o preparador físico, referindo-se à partida contra o Botafogo.

Outro que pode seguir na Seleção é o médico José Luiz Runco. Ele diz que não recebeu um comunicado de demissão da CBF após o Mundial porque não mantinha vínculo empregatício . Como trabalhou com Dunga, é outro que, se receber a convocação da Seleção, pode voltar.

A CBF marcou para as 11h de terça, no auditório da sede da entidade, a coletiva para o anúncio do novo treinador, cujo foco será preparar o time para a Olimpíada de 2016, em trabalho conjunto com o coordenador da base, Alexandre Gallo.

BASE COM AGENDA CHEIA

As Seleções Brasileiras de base terão agenda cheia nos próximos meses, especialmente a sub-20, já pensando no projeto olímpico desenvolvido por Alexandre Gallo e seus auxiliares, em cooperação com o novo técnico da Seleção.

O planejamento é usar partidas em novembro, na China, para convocar uma equipe “pré-olímpica” e dar rodagem ao grupo campeão do Torneio de Toulon, na França, neste ano para a Rio-2016.

O Brasil também terá jogos no Líbano, entre 31 de agosto e 12 de setembro. Nesses será usado um grupo mais jovem, pensando no Sul-Americano Sub-20, competição na qual o Brasil passou vergonha na última vez que disputou e não conseguiu vaga no Mundial.

Como parte da programação de observação, Alexandre Gallo e o auxiliar Maurício Copertino também estão com viagem marcada para acompanhar a fase final do Europeu Sub-19. Os melhores colocados estarão no Mundial Sub-20 de 2015, na Nova Zelândia.

COPA SEM CRISE DE DISCIPLINA

Chefe da delegação brasileira na Copa-2014, o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade já entregou à CBF o relatório do período em que esteve à frente do grupo.

– Os aspectos de infraestrutura, logística, disciplina, e cumprimento da cartilha de procedimentos foram perfeitos. Aspecto técnico foi manchados pela derrota para Alemanha. Não a derrota em si, mas o placar inaceitável e injustificável – afirmou ao L!Net, opinando sobre o perfil ideal para ser técnico da Seleção:

– Tem que ser jovem, estudioso e de grande conhecimento tático, técnico e capacidade de liderança.

Relembre discussão de Dunga com jornalista durante coletiva