icons.title signature.placeholder Caio Carrieri e Fellipe Lucena
20/07/2014
08:00

O jogo contra o Cruzeiro, às 16h deste domingo, no Pacaembu, tem tudo para marcar o fim do constante revezamento na defesa do Palmeiras. Ao lado do veterano Lúcio, que passou o primeiro semestre sem saber se seu parceiro de zaga era Wellington, Tiago Alves ou Marcelo Oliveira, estará o argentino Tobio, que veio do Vélez (ARG) a pedido de Gareca, ganhou a camisa 2 e tem status de titular.

Como Lúcio cumpriu suspensão na derrota por 2 a 0 para o Santos, estreia de Tobio, os dois farão dupla pela primeira vez justamente contra o ataque mais efetivo do Brasileirão: a Raposa soma 21 gols em dez jogos, média superior a dois por rodada. O Verdão marcou oito.

- Sei que o Cruzeiro está brigando em cima e tem um grande time, mas nós temos que trabalhar para ir corrigindo as coisas. Temos de fazer o Palmeiras ser forte em casa. Esperamos um grande apoio da nossa torcida - disse Tobio, ao LANCE!Net.

O companheiro mais frequente de Lúcio na temporada nem zagueiro é: Marcelo Oliveira, volante de origem, formou dupla com o veterano em 13 partidas. Tiago Alves, agora emprestado à Ponte Preta, soma sete. Wellington tem seis e Henrique, que era titular absoluto, foi vendido ao Napoli (ITA) depois de apenas dois jogos ao lado do agora camisa 3.

Tobio tinha só 13 anos quando Lúcio foi campeão do mundo com o Brasil, em 2002. Mas engana-se quem pensa que o setor defensivo terá um só líder em campo.

- Vou aproveitar a chance de jogar com ele. Vou falar com ele em campo, corrigir, organizar a defesa. Ter uma referência como Lúcio ao lado é muito bom - avisou Tobio.

A liderança é um dos fatores que fazem o "hermano" ter a confiança de Gareca. Embora só tenha jogado pelo Vélez, ele acumulou experiência: estreou no primeiro semestre de 2008, aos 18 anos, e participou de dois títulos nacionais, mas esperou até a segunda metade de 2012 para virar titular. Estava pronto. E ganhou mais duas taças nacionais.

- Vou sempre defender as cores do Palmeiras e buscar ganhar coisas importantes - completou.

Confira um bate-bola exclusivo com Tobio:

LANCE!Net: O que você achou do desempenho do time contra o Santos?
Tobio: Penso que fomos bem, mas que ainda há várias coisas para corrigir. O time em geral teve momentos positivos, bons. Por ser a primeira partida (depois da Copa do Mundo), digo que a equipe foi bem. Individualmente, me senti cômodo. Aos poucos vou conhecendo como se joga no Brasil e os companheiros.

Acha que o primeiro gol do Santos saiu em uma falha sua? O Bruno Uvini se antecipou a você antes de cabecear.
Não. Naquela jogada estávamos fazendo uma marcação por zona, cada um marcando em seu espaço. Terminou em gol do Santos, é uma das coisas que também temos que corrigir

Você nunca havia jogado fora do seu país. Já deu tempo de perceber muitas diferenças entre o futebol brasileiro e o argentino?
Tem situações bastante parecidas, mas o jogo aqui no Brasil é mais rápido. Aqui, os times se defendem e atacam muito rápido, passam da defesa ao ataque mais depressa. Tenho que me adaptar ao jogo no Brasil e tentarei fazê-lo rapidamente.

Está ansioso para jogar pela primeira vez no Pacaembu, diante da torcida do Palmeiras?
Vai ser um momento muito lindo, mas você tem de estar sempre tranquilo e concentrado só no jogo. Seguramente o apoio da nossa torcida vai ser bom, vai nos ajudar. Jogando em casa, temos que nos fazer fortes. Ganhar diante da nossa torcida e ir somando vitórias nos trará confiança.

Como você se tornou jogador? Teve influência de algum familiar?
Sim, me tornei jogador por influência do meu pai. Ele foi técnico e me dirigia quando eu era pequeno, em um clube do bairro, em Buenos Aires. Houve um jogo contra o Vélez Sarsfield, fui bem e eles se interessaram por mim. Fui jovem, para jogar nas categorias de base, e fiquei no clube até chegar ao time profissional. Sempre de zagueiro.

Você se inspira em algum jogador?
Sempre gostei muito do Roberto Ayala, da seleção, do Valencia. Sempre foi uma referência, um zagueiro de muitas condições, sempre gostei muito de ver jogar.