icons.title signature.placeholder Luis Fernando Ramos, enviado especial
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29/07/2013
19:55

O espanhol Fernando Alonso comemorou o seu 32º aniversário, nesta segunda-feira, recebendo uma bronca do chefe Luca di Montezemolo, o presidente da Ferrari. Um fato que foi levado a público pela própria equipe italiana em texto publicado em seu site: “Foi uma referência aos comentários recentes de Alonso que não caíram bem para Montezemolo ou para qualquer outra pessoa da equipe. E um puxão de orelha para lembrá-lo que a todos os grandes campeões que pilotaram pela Ferrari sempre foi pedido para colocar os interesses da equipe acima de seus próprios”.
 
Mas a bronca vai além das manifestações feitas por Alonso em relação a falta de desenvolvimento do carro deste ano. O que realmente irritou a Ferrari foi o teatro promovido pelo empresário do piloto, Luis Garcia Abad, no último final de semana em Hungaroring. Com a benção de Alonso, claro.
 
Na última sexta-feira, Abad foi ao motorhome da Red Bull para falar com o chefe do time Christian Horner. O tema era o futuro de outro piloto empresariado por Abad, o também espanhol Carlos Sainz Junior, que andou com o RB9 no teste de jovens pilotos há duas semanas em Silverstone.
 
Ainda que tenham trocado uma ou outra frase sobre Fernando Alonso, todos sabem que ele tem contrato com a Ferrari até 2016 e que uma eventual mudança não se encaixa com o que quer o espanhol (uma equipe em que pode brilhar e mandar sozinho, como a Ferrari) ou com o que quer a Red Bull (um parceiro que não crie confrontos políticos internos com Sebastian Vettel).
 
Mas a maneira pública com que Abad e Horner conduziram a conversa - além da falta de empenho em desmentir o rumor de uma mudança - indica que cada interlocutor percebeu que poderia levar vantagem com a situação. Para Horner, surgir a sombra de um Alonso na disputa pela vaga na Red Bull para 2014 pressionaria Kimi Raikkonen a diminuir sua pedida financeira, um dos fatores que complicam a negociação.
 
Já para Abad (e Alonso), o rumor jogaria ainda mais pressão na Ferrari para fazer o carro melhorar e também para aumentar ainda mais o poder do piloto dentro do time. O puxão de orelhas em público foi uma maneira mais ou menos elegante de Luca di Montezemolo mostrar quem é que manda em Maranello.

O espanhol Fernando Alonso comemorou o seu 32º aniversário, nesta segunda-feira, recebendo uma bronca do chefe Luca di Montezemolo, o presidente da Ferrari. Um fato que foi levado a público pela própria equipe italiana em texto publicado em seu site: “Foi uma referência aos comentários recentes de Alonso que não caíram bem para Montezemolo ou para qualquer outra pessoa da equipe. E um puxão de orelha para lembrá-lo que a todos os grandes campeões que pilotaram pela Ferrari sempre foi pedido para colocar os interesses da equipe acima de seus próprios”.
 
Mas a bronca vai além das manifestações feitas por Alonso em relação a falta de desenvolvimento do carro deste ano. O que realmente irritou a Ferrari foi o teatro promovido pelo empresário do piloto, Luis Garcia Abad, no último final de semana em Hungaroring. Com a benção de Alonso, claro.
 
Na última sexta-feira, Abad foi ao motorhome da Red Bull para falar com o chefe do time Christian Horner. O tema era o futuro de outro piloto empresariado por Abad, o também espanhol Carlos Sainz Junior, que andou com o RB9 no teste de jovens pilotos há duas semanas em Silverstone.
 
Ainda que tenham trocado uma ou outra frase sobre Fernando Alonso, todos sabem que ele tem contrato com a Ferrari até 2016 e que uma eventual mudança não se encaixa com o que quer o espanhol (uma equipe em que pode brilhar e mandar sozinho, como a Ferrari) ou com o que quer a Red Bull (um parceiro que não crie confrontos políticos internos com Sebastian Vettel).
 
Mas a maneira pública com que Abad e Horner conduziram a conversa - além da falta de empenho em desmentir o rumor de uma mudança - indica que cada interlocutor percebeu que poderia levar vantagem com a situação. Para Horner, surgir a sombra de um Alonso na disputa pela vaga na Red Bull para 2014 pressionaria Kimi Raikkonen a diminuir sua pedida financeira, um dos fatores que complicam a negociação.
 
Já para Abad (e Alonso), o rumor jogaria ainda mais pressão na Ferrari para fazer o carro melhorar e também para aumentar ainda mais o poder do piloto dentro do time. O puxão de orelhas em público foi uma maneira mais ou menos elegante de Luca di Montezemolo mostrar quem é que manda em Maranello.