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01/12/2013
22:25

O diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, não poupou críticas aos brigões que se envolveram em confusão no lado de fora do Mineirão, após o jogo do time celeste contra o Bahia, que terminou em derrota por 2 a 1. A diretoria do clube previa uma festa nas proximidades do Mineirinho com distribuição de 100 mil latinhas à torcida. A comemoração contaria ainda com show do cantor Alexandre Peixe no trio elétrico, junto dos jogadores. Tudo foi cancelado por volta das 20h30, após a confusão generalizada envolvendo principalmente torcedores da Pavilhão Independente e Máfia Azul, duas torcidas organizadas do clube.

- Está cancelado. Infelizmente o torcedor saiu para fazer a alegria e os baderneiros estragaram tudo. Prendam, punem, julguem. Botem na cadeia. Se eu pudesse, fazia alguma coisa. Mas não posso - falou Alexandre Mattos, minutos após desabafar em entrevista para a Rádio Itatiaia:

- Todo mundo está careca de saber, são duas gangues que estão se matando lá fora, se matassem, mas não se matam e fazem tumulto, tem pessoas do bem lá fora. É um absurdo, uma sacanagem o que estão fazendo. Vocês autoridades, sabem quem são, prendam, punam, julguem, coloquem na cadeia, estou pedindo por favor, pois eu não posso, se pudesse eu fazia, se o Cruzeiro pudesse fazer alguma coisa fazia. Nós já não damos ingresso, não damos viagem, dificultamos a vida deles aqui, não liberamos nada, é o que a gente pode fazer, mais do que isso não dá. Lá no Independência já fizeram, já fizeram no jogo do São Paulo, são as mesmas pessoas, são os mesmos, prendam, julguem, condenem - completou Mattos, lembrando incidentes parecidos entre as duas torcidas que ocorreram também nas partidas contra o São Paulo, no Mineirão, e Atlético-MG, no Independência.

O cartola celeste foi uma das várias pessoas que ficaram presas no Mineirão, impedidas de sair do estádio por conta das confusões do lado de fora.

- Eu nem consegui chegar lá fora, aquelas gangues estão tentando se matar lá. Isso não é ser cruzeirense, isso é insanidade. São facções que precisam ir para a cadeia. Esses caras têm que apodrecer na cadeia. Se você vai conversar com eles são uns anjos, nunca fizeram nada, é sempre o outro. Nós precisamos acabar, aniquilar, porque senão vai ser isso sempre. São esses marginais, um por cento de vândalos. São eles que provocam tumulto. Sumam, desapareçam e façam o bem ao Cruzeiro - finalizou.

Nos arredores do Mineirão, um verdadeiro cenário de guerra. Pedras e paus nas ruas, árvores quebradas e placas de trânsito destruídas. Cerca de 100 pessoas foram levadas ao posto médico do estádio e mais e 50 foram detidas pela polícia.