icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
07/04/2014
14:48

O velocista paralímpico Alan Fonteles foi apresentado na manhã desta segunda-feira pelo Esporte Clube Pinheiros, na sede do clube, em São Paulo. O atleta se filiou ao clube para buscar uma vaga no Troféu Brasil de Atletismo, em outubro, na capital paulista. Mas esse não é o único objetivo dele. Se tudo der certo, quer se tornar o primeiro paratleta do país a disputar uma Olimpíada, em 2016.

- Meu objetivo é a Paralimpíada. Quero disputar quatro provas (100m, 200m, 400m e revezamento 4x100m). Mas, com a entrada no Troféu Brasil, muda meu pensamento em relação à Olimpíada. É algo que pode acontecer - afirmou o atleta biamputado.

- Vou pensar uma coisa de cada vez. Com o Troféu Brasil, de alguma forma, já penso no esporte olímpico. Se não participo de uma competição olímpica no Brasil, como vou para a Olimpíada? Pretendo ir. Vou buscar o índice para as duas - continuou.

Fonteles é atualmente um dos principais atletas do esporte paralímpico brasileiro e mundial. Campeão do mundo ano passado, em Lyon, nos 100m, 200m e 400m, ele ainda é o recordista mundial nos 200m, com o tempo de 20s66 na classe T43. Ele ainda tem a melhor marca nos 100m (T43), com 10s57. No esporte convencional, a ideia é disputar apenas os 200m.

Segundo o próprio velocista, para participar do Troféu Brasil, ele precisa alcançar o índice de 21s40 (com o cronômetro eletrônico) ou de 21s20 (no manual). As marcas precisam ser obtidas em competições da Confederação Brasileira de Atletismo ou da Federação Paulista de Atletismo.

Apesar de agora contar com a estrutura do Pinheiros, Fonteles vai continuar treinando em São Caetano, com o Time São Paulo. E como a atual temporada não tem muitas competições paralímpicas, acredita que vai conseguir conciliar todas suas atividades. Agora, além de treinar para mais competições, também vai precisar readaptar sua maneira de largar.

Em competições paralímpicas ele larga apoiado nas duas próteses e com uma mão no chão. Já no esporte olímpico precisa iniciar a disputa da mesma maneira que todos os outros competidores, ou seja, com os pés no bloco de largada e as duas mãos no chão.

- Vou ter de começar a treinar. Minha saída em pé é mais rápida, foi a forma que encontrei para largar mais rapidamente. As competições paralímpicas permitem que seja dessa forma. Mas sei fazer dos dois jeitos. É voltar a se acostumar - afirmou Fonteles.