Dominic Thiem

Dominic Thiem (Crédito: Fotojump)

TÊNIS NEWS
02/11/2016
12:40
PARIS (FRA)

O austríaco Dominic Thiem, 8º do mundo, é o tenista que mais jogou em 2016. Com 78 partidas jogadas em 27 torneios, o corpo do tenista de apenas 22 anos cobrou o preço da ascensão ao top 10 e seu desempenho caiu no segundo semestre.

Em entrevista à ATP, Thiem, que conquistou quatro de seus sete títulos da carreira no primeiro semestre de 2016 e briga, na cidade luz, para garantir sua inédita vaga no ATP Finals – hoje, ele vai garantindo a 7ª vaga para o evento, com 325 pontos à frente do primeiro fora da zona de classificação, admitiu o número excessivo de torneios disputados, o que, em muitas ocasiões, lhe furtou preciosas semanas de descanso. Apesar disso, o semifinalista de Roland Garros avalia a temporada como positiva e comenta sobre ir ao top 5 – seu ranking máximo foi a 7ª posição, em junho.

“Estava claro que eu não poderia manter o mesmo nível (do primeiro semestre). Se tivesse conseguido, eu seria top 5, agora, mas ainda não sou tão bom”, disse, humilde.

“Espero sê-lo em um ou dois anos, mas, neste ano, ainda não (irá entrar no top 5). Vou acabar como top 10, e isso é incrível. Comparada com a primeira parte do ano, a segunda foi pior, mas, ainda sim, foi melhor que nos anos anteriores, então estou feliz”.

Em Paris para seu 28º torneio nos últimos onze meses, Dominic revela que a gira europeia em quadras duras e cobertas não é a que mais lhe atrai no circuito. O austríaco ainda deixa escapar risadas com a proximidade da época de descanso. “Não é minha superfície favorita (‘Dom’ prefere o saibro). Tudo é um pouco mais rápido, mas gosto de Paris, que é o último torneio do ano e o único em que, se perco, não ficarei completamente triste, porque significa que estarei livre para as férias”, brincou.

Por fim, o austríaco comentou o principal assunto do tênis no momento: a briga pelo número um da temporada, entre Novak Djokovic e Andy Murray – se o escocês conquistar Paris e o sérvio não for à final, invertem-se as duas primeiras posições da lista de 2016. Thiem defendeu que a alternância no topo “seria boa para o esporte”, principalmente se tratando de Murray, que, segundo ele, merece muito o feito.

“Ninguém merece mais do que Andy. (Ele) É um dos melhores jogadores da história do tênis, e seria uma pena se ele nunca pudesse chegar ao número um. Estou animado para que ele seja”, concluiu.