Serena Williams

Foto: Revista SELF Magazine

Tênis News
19/12/2016
17:47
Miami (Estados Unidos)

Preparando-se para a temporada 2017 nos Estados Unidos, a dona de 22 títulos do Grand Slam e atual vice-líder do ranking da WTA, Serena Williams, concedeu uma entrevista especial ao programa The Undefeated In-Depth a ESPN norte-americana e que teve comando do rapper Common.

Sem papas na língua Serena falou de todos os assuntos, incluindo racismo e machismo enfrentado por ela em toda a vida tanto dentro como fora de quadra.

"Quando era pequena e jogava, era a única negra jogando tênis, mas isso não me incomodava", relatou ela que chegou, certa vez, a ser chamada de "negrata" por um garoto que competia. entretanto, relembrando sua carreira caiu no fatídico Masters de Indian Wells 2001 em que ela e a irmã mais velha, Venus Williams, foram vítima de racismo da própria torcida, a norte-americana. "Sentimos um fundo de racismo naquelas vaias, nos sentimos sozinhas", recorda.

"Meu pai me ensinou que o importante é conhecer a história, meu passado para poder ter um bom futuro", revelou ela que se fosse mãe, hoje nos Estados Unidos temeria muito pela segurança do filho, após inúmeros episódios de assassinatos de jovens negros pelas forças policiais norte-americanas. "Prefiro ser mãe de menina. Temo pela segurança do meu sobrinho de 18 anos. Esta situação é uma vergonha", dispara.

Aos ser perguntada se via machismo no esporte profissional, Serena declarou: "Estou certa de que se fosse um homem, seria considerada a maior atleta de todos os tempos há pelo menos seis anos". Além disso, Serena revelou ter tido problemas com autoestima em virtude de comentários sobre seu corpo: "meu corpo é muito diferente de muitas meninas e não segue os padrões de beleza atuais, é voluptuoso". Mas a experiência da vida lhe ajudou a observar os benefícios de ser quem é: "Meu corpo permitiu que eu jogasse meu jogo e ser o que sou. Não pretendo agradar todo mundo".