Novak Djokovic

Novak Djokovic (Crédito: Divulgação)

TÊNIS NEWS
21/04/2016
11:35
BERLIM (ALE)

Apesar de ser incontestavelmente o número um no ranking da ATP e melhor jogador de tênis da atualidade, o sérvio Novak Djokovic não se considera favorito ao único Grand Slam que lhe falta, o torneio de Roland Garros, que começa no fim de maio.

O tenista de 28 anos, vice campeão em três dos últimos quatro anos em Paris, sofreu uma derrota inesperada no início de sua temporada de saibro, caindo para o tcheco Jiri Vesely, jogar de ranking mais baixo a derrota-lo desde Xavier Malisse, em 2010.

Caso vença seu quarto major seguido, Novak fecha de vez o Grand Slam, conjunto dos quatro maiores torneios do esporte, e pode depositar todas as suas forças nas Olimpíadas, título que ainda lhe restará ganhar – o Masters 1000 de Cincinatti, onde Novak também nunca levantou o caneco, é secundário, se comparado aos Slams e aos Jogos Olímpicos.

Falando de ‘Rolanga’, Nole jogou o favoritismo para o maior jogador de saibro de todos os tempos e nove vezes campeão na capital francesa, Rafael Nadal, que parece estar voltando à melhor forma justamente antes do evento em que é especialista.

“Não foi uma surpresa o título de Rafa em Monte Carlo, ele já havia ganho muitos trofeus lá [foi o nono Masters 1000 monegasco de Rafa]. É verdade que ele teve problemas em vencer grandes torneios nos últimos dois anos, mas ele ainda é o melhor na história do saibro. Tenho muito respeito por Rafa e vejo-o como favorito em qualquer torneio sobre terra batida, incluindo o Aberto da França”.

Apesar do tropeço em Mônaco na última semana, é compreensível o fato de Djokovic estar mais cotado nas casas de apostas em comparação ao tenista de Manacor: o sérvio conquistou, desde 2015, 15 títulos na ATP, enquanto o arquirrival levou apenas 4. Além disso, Djoko venceu os últimos oito desafios contra o ‘Rei do saibro’, incluindo os compromissos em Roland Garros e Monte Carlo 2015, ambos em sets direitos.

O próximo torneio em que os dois devem se encontrar é o importante Masters 1000 de Madri, casa de Rafa, onde o atleta dos Balcãs tentará abocanhar seu terceiro Masters 1000 da temporada, enquanto o adversário buscará igualá-lo, mandando um definitivo ‘estou de volta!’ aos principais concorrentes.

O SONHO OLÍMPICO
Roland Garros não é a única ‘menina dos olhos’ de Novak Djokovic na temporada. Ele vem ao Rio de Janeiro, em agosto, com foco total para ganhar sua primeira medalha de ouro olímpica, no evento que acontece entre os dias 6 e 14, no Centro Olímpico de Tênis, na Barra da Tijuca. Nole é um dos sete atletas sérvios – desde a separação de Sérvia e Montenegro, em 2006 - a ter uma medalha no currículo – ele conquistou o bronze em Pequim 2008. O melhor do Mundo ressaltou a importância da competição para ele.

“Para mim, [a Olimpíada] é um torneio do Grand Slam e levo-a muito a sério. Tive a oportunidade de jogar pelo meus país frequentemente e esta será uma experiência única, como foram Pequim [2008] e Londres [2012, quando ele perdeu a disputa pelo bronze para o argentino Juan Martín del Potro]. Espero estar na forma em que preciso para ter condições de vencer uma medalha para o meu país. Por causa disso, jogarei simples e duplas”, completou.

Espera-se que ele se junte ao compatriota Nenad Zimonjic, que completará 40 anos antes dos Jogos, para as duplas masculinas. Zimonjic é um especialista na modalidade, tendo sido número 1 do ranking em 2008, além de tricampeão de Grand Slam – duas vezes Wimbledon e uma em Roland Garros. Os dois formariam uma dupla que certamente teria totais condições de brigar pelo ouro.

Ainda há a possibilidade de Djokovic juntar-se à uma jogadora de seu país e disputar duplas mistas – nesse caso, Ana Ivanovic, sua amiga de infância, seria a mais provável.