Exame de doping da CBF

(Foto: Divulgação/Agência Brasil)

TÊNIS NEWS
16/02/2017
13:35
Madri, Espanha

A WADA (Agência Mundial Antidoping) segue tentando, 8 meses após a conclusão do caso, tornar públicos 36 nomes envolvidos no maior caso de doping da história do esporte mundial. O impasse se dá em virtude de uma alegação dos advogados de que a divulgação dos nomes seria crime.

O ex-diretor da agência contou, em entrevista ao espanhol Diario AS, que há algo obscuro por trás de tudo isso. “Alguém na Espanha deveria ter se encarregado de que a apelação não atrasasse tanto”, comentou. Os delitos praticados na Espanha perdem a validade após 10 anos. Ocorre que a Operação Porto teve início em 23 de maio de 2006 e a resolução final do caso se deu em 14 de junho de 2016, 22 dias após o período limite de 10 anos.

Todo o mundo segue no desejo de conhecer a lista que consta de 36 nomes envolvidos no maior caso de doping da história, deste total sabe-se que 23 são ciclistas e o restante consta de jogadores de futebol, tenistas e demais atletas. Apesar de alguns jornais terem tido acesso à fotos das mais de 200 bolsas de sangue que estariam sendo usadas como base para a operação, é sabido que todas elas são nomeadas com códigos, para evitar o vazamento de dados sobre determinado atleta. A imprensa internacional ainda credita toda a dificuldade de publicação dos resultados da operação ao fato de ela comprometer nomes de peso do esporte.

No momento, segue nas mãos dos advogados da WADA seguirem lutando para que a liberação destes nomes ocorra algum dia.