LANCE!
15/11/2016
08:22
Rio de Janeiro (RJ)

A agora avassaladora Seleção Brasileira, que há cinco jogos só sabe vence , ou seja, desde que Tite assumiu, tem mais um compromisso na agenda para tentar terminar o ano na primeira posição das Eliminatórias da Copa-2018. A missão pela 12 rodada é fora de casa, no Estádio Nacional de Lima, contra o Peru, às 0h15 desta quarta-feira.

O detalhe é que o Brasil reencontrará a seleção peruana pela primeira vez desde a eliminação na Copa América Centenário, em junho. Foi justamente aquela derrota por 1 a 0, com um gol de mão do atacante Ruidíaz, que ocasionou a queda do então técnico Dunga.

Em que pese a vergonha pela eliminação na primeira fase da competição, a alteração no comando do Brasil acabou mudando os rumos da Seleção nas Eliminatórias. Ou seja, se não fossem os peruanos, a torcida brasileira não estaria gritando “ole, ole, ole, Tite, Tite” e nem orgulhosa pelos 100% de aproveitamento alcançados por um time que joga bem, mostra organização e está cada vez mais perto de confirmar a presença na Copa do Mundo. Com Dunga, estávamos em sexto.

Mas esse “favor” feito pelo Peru não precisa ser retribuído. E ninguém na Seleção Brasileira tem intenção disso. Mesmo que a recepção da torcida peruana tenha sido das mais calorosas e até porque Ruidíaz estará no banco.

– Todo jogo fora de casa pelas Eliminatórias parece um pouco com a Libertadores. É uma equipe forte, com um técnico que conhece o futebol brasileiro (Ricardo Gareca treinou o Palmeiras). Temos que manter o padrão tático, jogando em alto nível, para podermos vencer – analisou ao site da CBF o meia Renato Augusto, que estava em campo em junho, mas também tem a boa recordação de ter feito um dos gols na vitória brasileira sobre o Peru no primeiro turno das Eliminatórias.

O time titular do Brasil será quase o mesmo da vitória sobre a Argentina. A diferença só será vista na lateral esquerda, porque Filipe Luís substituirá o suspenso Marcelo, que levou amarelo.

MEIO TIME TITULAR DIFERENTE 

Um argumento que mostra a “importância” da mão de Ruidíaz, ou melhor, da troca de comando na Seleção Brasileira é que o time que foi eliminado da Copa América passando vergonha não é tão diferente ao que entrará no Estádio Nacional de Lima. A alteração preponderante está justamente no banco, ainda que o esquema tático seja o mesmo.

Dos 11 titulares em Boston, em junho, só Gabigol e Elias não estão convocados por Tite. Comparando apenas a lista inicial de cada uma das duas ocasiões, as mudanças chegam a cinco. Além dos dois jogadores citados, Gil, Willian e Lucas Lima completam a lista de ex-titulares do Brasil. Se Marcelo não estivesse suspenso, Filipe Luís seria mais um, mas o lateral-esquerdo, que era da confiança de Dunga, começará jogando com Tite.

Vale lembrar que Dunga não pôde levar Neymar à Copa América porque a CBF optou contar com o craque nos Jogos Olímpicos.

No Peru, uma coincidência que é Ruidíaz começará novamente no banco. Certeza é que o time da casa terá Guerrero e Cueva, muito conhecidos da torcida brasileira.