Bruno Grossi e Marcio Porto
08/07/2016
07:20
São Paulo (SP)

Depois dos 2 a 0 sofridos para o Atlético Nacional (COL) e do histórico do time no ano, o São Paulo sabe que avançar à final da Copa Libertadores será quase um milagre. Ao mesmo tempo, a difícil missão é cada vez mais emergencial diante dos problemas que se apresentam para as próximas semanas.

Uma provável eliminação em Medellín trará óbvia pressão da torcida, que já tem vivido em clima de tensão desde quarta-feira. Outro efeito será nos cofres do clube, que deixará de ganhar premiações da classificação à final e de um possível título, além da chance de fazer nova renda milionária no Morumbi – na quarta, o clube arrecadou R$ 7.526.480,00 de bilheteria.

Sem esse reforço de caixa, fortalecer o elenco como Edgardo Bauza esperava passaria a ser tarefa mais complicada para a diretoria, mesmo que contratar a baixo custo seja um dos méritos desta gestão. Haveria ainda uma chance de usar os dólares gerados pela Libertadores para abater a compra de Maicon.

Alternativas para ganhar dinheiro não faltam, mas isso não implica necessariamente em boas notícias. Isso porque o clube paulista não deve passar ileso à janela de transferências da Europa. A começar por Paulo Henrique Ganso, que deseja ir para o Sevilla (ESP), passando por Rodrigo Caio, jogador sondado pela Lazio (ITA) e envolvido em frequentes especulações.

Como se não bastasse, é preciso ainda se preocupar com possíveis investidas da Associação de Futebol Argentino (AFA) para levar Edgardo Bauza à seleção local, cenário que o técnico já não refuta como fazia antes. Enquanto isso, Patón divide sua atenção entre Libertadores e Campeonato Brasileiro.

O Tricolor é o décimo colocado com somente 18 pontos e não engrenou na Série A. Ora com titulares, ora com reservas, como deve acontecer no domingo, às 16h, contra o América-MG, a equipe já sente pressão pela distância aos líderes da competição. E, para piorar, a sequência de jogos após a partida de volta contra o Atlético Nacional tem confrontos com Corinthians e Grêmio, que estão firmes no G4, fora de casa. O caminho é tortuoso.