Fábio Suzuki e Márcio Porto
18/04/2017
23:05
São Paulo (SP) 

Em eleição disputada, o atual presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, bateu o candidato da oposição José Eduardo de Mesquita Pimenta e irá administrar o clube do Morumbi até o final de 2020. Na contagem final dos votos, o atual mandatário se reelegeu com 124 votos contra 101 de seu adversário. Ao vencer, Leco se tornará ainda o primeiro presidente do São Paulo que será remunerado de acordo com o estatuto aprovado em janeiro. 

No total, 239 conselheiros estavam aptos a votar para escolher o novo presidente do São Paulo mas 225 membros compareceram ao pleito realizado na noite desta terça-feira no salão nobre do estádio do Morumbi. 

Para se manter à frente do São Paulo, Leco teve que bater um difícil adversário que fez do pleito um dos mais acirrados do clube. Pimenta presidiu o São Paulo no início da década de 90, período mais vitorioso do Tricolor paulista. Ao longo da campanha, o candidato da oposição sempre afirmou ter pelo menos 100 votos, o que deixou em aberto as previsões sobre a eleição. Além disso, contou com o importante apoio do empresário Abílio Diniz.

A eleição também ocorreu após polêmica que quase adiou a disputa. Na última segunda-feira, véspera da disputa eleitoral, o conselheiro Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, entrou com uma ação solicitando que todos os conselheiros vitalícios eleitos a partir de agosto de 2004 fossem impedidos de votar. Além disso, havia solicitado o adiamento do pleito para o dia 29 de abril. A ação só foi indeferida poucas horas antes do início da eleição que confirmou mais um mandato de Leco à frente do São Paulo. 

No pleito, os conselheiros também escolheram o novo presidente do Conselho Deliberativo, que teve a reeleição de Marcelo Pupo Barboza. Ele bateu o candidato José Ópice Blum por 129 a 95 votos e se manteve à frente do órgão. Foram escolhidos ainda os novos membros do Conselho Fiscal e do novo Conselho de Administração que foi criado com o novo estatuto do clube.