Rogério

Rogério participou de evento em São Paulo e falou sobre parceria com Centurión (Divulgação/Puma)

Ana Canhedo
04/03/2016
07:10
São Paulo (SP)

O atacante Rogério tem recebido mais chances do técnico Edgardo Bauza. Não do modo como gostaria. Acostumado a jogar pelas beiradas do campo, o camisa 17 do São Paulo tem feito as vezes de Ganso nos gramados, mas, fora deles, aproveita para ‘ensinar‘ o argentino Ricardo Centurión a render mais na ponta direita.

Centurión teve boa atuação na partida contra o Mogi Mirim, após uma série de baixos rendimentos. Antes de tal jogo, Rogério deu dicas ao argentino sobre jogar na ponta.

– Eu falei para ele, eu explico que é tudo questão de trabalho nos treinos. Se faz o que faz no treino, não tem como dar errado no jogo – disse Rogério, durante evento da Puma nesta quinta-feira, em São Paulo, ao LANCE!.

Mesmo frustrado por fazer a função de meia no São Paulo, já que ainda sofre por receber a bola de costas para o gol e se prende na marcação adversária, Rogério acha válida a insistência de Patón no futebol de Centurión:

– Eu sei separar as coisas. O técnico, quando pega uma formação, tem que manter, até para dar sequência ao jogador. O Bauza é correto nisso, não pode tirar com dois ou três jogos. Acho que ele vai melhorar bastante.

Vale lembrar que a insatisfação de Rogério com o meio-campo foi um dos combustíveis para a conversa de Patón com o elenco na manhã de ontem. O atacante externou sua dificuldade em jogar fora de posição, após a partida contra o Mogi, e teve discurso endossado por Ganso.

– Bauza falou para mim: 'Vai lá e joga’. Não é muito de papo. Eu sou funcionário do clube, estou ali para jogar onde ele me coloca, mas é claro que é meio complicado me adaptar – completou ontem, durante evento.

Para Rogério, os problemas do Tricolor são todos passageiros, até mesmo a fase ruim de Centurión é coisa do passado para o nordestino.

– Errar é humano. É só a gente começar a vencer que a torcida vai voltar a comparecer em peso e que ele (Centurión) não vai mais ser vaiado por ninguém. Ele sabe disso – finalizou o ‘conselheiro’ de Centurión.

BATE-BOLA COM ROGÉRIO

‘Fui pego meio de surpresa, é complicado me adaptar no meio’

Bauza conversou com você antes de usar no meio ou foi surpresa?
Foi meio de surpresa, eu sou um jogador de beirada, para me adaptar ali é meio complicado porque recebendo a bola de costas é complicado, chega dois ou três marcadores. Contra o Mogi Mirim, tiveram duas ou três bolas que eu perdi por não estar adaptado ali no meio, mas jogando como pediu.

E como foi a conversa com Bauza?
Sempre o Patón passas os vídeos de erros ou jogadas que a gente fez, uma conversa normal. Treinador tem de ser assim, mostrar nossos erros.

Você é o xodó da torcida...
Consegui isso nos treinos, no trabalho, me dedico ao São Paulo, não deixo a desejar. O que acontece nos treinos, acontece no jogo, quando tenho a oportunidade, faço o gol.

E o que falta para ser titular?
Essa pergunta é para o técnico (risos). De qualquer forma, ele sabe a melhor opção. Então, tenho de aproveitar as oportunidades e dar meu melhor.

E no dia a dia do clube, como está a relação com os gringos?
Tranquila a relação. O pouco que ele (Calleri) fala dá para entender. Só não dá para entender quando fala muito rápido (risos). Da mesma forma a gente pode estar jogando fora do país e tem que estar adaptado a situação.

O que esperar do jogo contra o River Plate, pela Libertadores?
Agora estamos pensando no Paulistão, isso também é importante para gente, para mantermos a sequência de vitórias e retomarmos a confiança de vez. Depois disso é que vamos pensar na Libertadores, todo jogo de Libertadores é decisão para nós.