Modesto Roma, presidente do Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Modesto Roma, presidente do Santos, tenta evitar saída de jogadores em 2016 (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Léo Saueia e Russel Dias
13/01/2016
06:55
São Paulo (SP)

Hexacampeão brasileiro em 2015 e considerado o melhor time do país, o Corinthians vem sofrendo com o forte assédio e a saída de seus principais jogadores. Mas o que o Santos tem a ver com isso?

Acompanhando de perto a situação do maior rival, a diretoria do Peixe se movimenta nos bastidores para não deixar que a debandada deixe o Parque São Jorge, desça a serra e chegue à Vila Belmiro.

Com jogadores em evidência após a última temporada, em especial Lucas Lima, Geuvânio e Gabigol, o presidente Modesto Roma Júnior tem um "plano" contra o assédio em seus principais atletas, principalmente do futebol chinês.

As saídas em si, porém, não são o único motivo de preocupação. O valor pelo qual os atletas podem deixar o clube também assombra. Observando as lamentações do rival, o Santos tem o trunfo de ter elevado ainda em 2015 o valor da multa rescisória de seus craques.

- Temos de ter a competência de fazer um contrato bem feito, uma multa contratual bem feita. Depois o clube não vai reclamar de que a multa era baixinha e o jogador saiu - disse o presidente à rádio Jovem Pan. 

Gabigol e Lucas Lima, dois dos principais jogadores santistas, são alvos de diferentes mercados do futebol internacional. Em comum, porém, a dupla tem o valor da multa: 50 milhões de euros para quem se interessar em tirá-los do clube.

Alvo do Tianjin Quanjiang, da China, Geuvânio recebeu uma proposta de R$ 35 milhões. Além de negar prontamente a oferta, o Peixe não deixou nem o atleta se posicionar sobre uma possível saída, já que o valor apresentado não corresponde à multa do camisa 11.

Além das multas estipuladas em contrato, a diretoria tem constantemente reforçado aos atletas que os salários não serão mais atrasados e que o time se manteve competitivo, tentando, assim, seduzi-los a permanecer no clube em 2016.