Léo Saueia e Russel Dias
10/08/2016
09:00
São Paulo e Santos (SP)

No começo desta temporada, as entrevistas de Lucas Lima eram recheadas de perguntas sobre o futuro. Fortuna chinesa, Europa e até mesmo clubes brasileiros. Todos cobiçavam o principal meia do Santos.

Assistências, gols e grandes exibições entre 2015 e o início desta temporada o credenciaram a vestir a mítica camisa 10 da Seleção Brasileira na Copa América. Antes do fracasso do time de Dunga, no entanto, o maestro santista passou a conviver com um "inferno astral" fora de época.

A começar pela lesão no tornozelo sofrida no primeiro jogo da final do Paulistão, entre Santos e Audax. Lucas Lima passou por período de contusões e recondicionamentos físicos que o fizeram cair de rendimento dentro de campo.

Para piorar, ainda "traiu" a bola com os cartões amarelos, sendo o último deles responsável por tirá-lo do confronto deste domingo, com o Atlético-MG, na Vila Belmiro.

Os cartões têm assombrado o jogador. Nesta temporada, Lucas Lima atingiu sua maior média desde que chegou ao clube, em 2014. Os nove amarelos em 29 jogos fazem média de 0,31 advertências a cada 90 minutos. 

Quando chegou, menos visado pela marcação e menos badalado, Lucas Lima disputou 48 partidas no ano e levou apenas oito cartões, que resultam em média de 0,16.

Enquanto vê Gabigol ser disputado por gigantes europeus, o meia não recebeu propostas e tenta primeiro voltar à velha forma para figurar no noticiário internacional.

Desmotivado ou não, Lucas Lima já provou que tem condições de resolver dentro de campo. Agora é hora de provar que merece, de fato, ser cobiçado como já foi um dia.