Russel Dias
03/11/2016
06:00
Santos (SP)

A frase: “O Santos parou uma guerra” é lembrada por torcedores 47 anos depois de o time fazer uma excursão pela Nigéria e interromper a Guerra de Biafra. Mas em 2016, foi a vez de Guerra paralisar os bastidores da Vila Belmiro.
O meia de 31 anos que atua no Atlético Nacional da Colômbia segue como principal objetivo da diretoria alvinegra para o ano que vem.

Tamanha a prioridade de Modesto Roma Júnior fez com que o Alvinegro paralisasse outras negociações, como é o caso do atacante Clayson, destaque da Ponte Preta.

Outro nome avaliado pela comissão técnica foi o do também atacante Everton Felipe, jovem revelação do Sport. Porém, nenhum outro negócio depois da contratação do colombiano Vladimir Hernandez, do Júnior Barranquilla, foi fechado.

Pelo fato do Atlético Nacional exigir cerca de R$ 7 milhões pelo venezuelano após a disputa do Mundial de Clubes, o Santos não quer gastar todo seu cartucho antes de encerrar a negociação com os colombianos.

Inclusive, em constantes conversas com Juan Carlos de La Cuesta, presidente do atual campeão da Libertadores, o presidente santista tenta diminuir a pedida, lembrando que tem realizado o pagamento em relação à compra de Copete em dia.

Contra o Peixe está a forte concorrência para ter Guerra, tanto com clubes do Brasil como estrangeiros.

A ideia da diretoria é encerrar as tratativas antes do fim do Brasileirão, para não ter que entrar em leilões no período em que outros clubes estiverem mais atentos ao mercado.

Para a próxima temporada, Dorival Júnior não contará com Joel e Paulinho, que retornarão a Cruzeiro e Flamengo, respectivamente.

Além de um jogador que possa atuar pelos lados ou por dentro, como é o caso de Guerra, o Peixe não descarta a contratação de um centroavante para disputar posição com Rodrigão e com Ricardo Oliveira.

Fato é que, mesmo precisando economizar, Guerra é o único jogador pelo qual o Peixe está disposto a gastar, já que fez o mesmo com Hernandez anteriormente.