LANCE!
11/07/2016
17:26
Santos (SP)

A rivalidade entre Santos e Palmeiras teve capítulos de tensão no ano passado. Os times disputaram duas finais - Paulistão e Copa do Brasil - e algumas declarações e comportamentos de jogadores dos dois lados criaram animosidades. Na véspera de mais um encontro entre as equipes, o técnico do Peixe, Dorival Júnior, adotou tom de paz no discurso: 

- Quando não fomentamos uma ideia, é natural que isso acabe e que disputemos dentro de campo. Isso (provocações) não leva a nada. Temos que respeitar mais, valorizar as equipes. Não temos que valorizar os exageros dos jogos anteriores. Todos nós perdemos, independentemente do resultado. O esporte perdeu porque valorizamos mais o extracampo do que o que aconteceu nas quatro linhas - declarou Dorival Júnior nesta segunda-feira ao ser questionado sobre os episódios que marcam o duelo no ano passado. 

Entre os técnicos, o clima é amigável. Dorival até cobrou de Cuca uma dívida antiga, em tom de brincadeira.

- Para quem está devendo um jantar, é obrigação pagar um pastel pelo menos. Ele (Cuca) não lembra dessa aposta, está com uma certa idade, diz que não se lembra... Foi lá atrás e ele lembra disso. Um dia eu cobro ele em um restaurante. É brincadeira, mas quem sabe eu consiga tirar algo (risos) - disse o treinador santista, lembrando de uma aposta antiga com Cuca. 

Nos dois clássicos que fizeram em 2016, jogadores de Peixe e Verdão tiveram discussões consideradas normais para o ritmo de uma partida. A declaração mais ríspida foi do zagueiro palmeirense Vitor Hugo, que antes da disputa de pênaltis da semifinal do Paulistão, na Vila Belmiro, disse:

- Eles já estavam gritando eliminado, mas agora terão pênaltis. Vamos ver quem será eliminado - disse o defensor, referindo-se ao canto da torcida santista antes do Palmeiras empatar a partida em 2 a 2. Nas penalidades, o Santos avançou à final e foi campeão.

A situação mais marcante, porém, envolveu os experientes Fernando Prass e o Ricardo Oliveira, que se estranharam em mais de um jogo. Em partida pelo Brasileirão, na Vila Belmiro, o atacante comemorou gol fazendo careta. Na final da Copa do Brasil, jogadores do Verdão comemoraram com máscaras que reproduziam as expressões de deboche do jogador.