Alison

Alison é um dos reservas 'presenteados' (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Gabriel Carneiro
28/11/2015
10:05
São Paulo (SP)

Dorival Júnior traçou o planejamento do Santos em duas frentes até onde foi possível, pensando em classificação para a Libertadores de 2016. Agora, com o time fora do G4 do Brasileirão por um ponto, o foco passou a ser a decisão da Copa do Brasil, torneio que conhecerá seu campeão na próxima quarta-feira. Antes disso, porém, o Peixe precisa enfrentar o Vasco pela penúltima rodada do torneio de pontos corridos, e só reservas serão escalados para este compromisso.

– Vínhamos mantendo o time titular em todas as partidas, mas houve um desgaste nos últimos dez jogos, só campos pesados, e é momento de respeitar, preparar a equipe para o jogo da quarta e ter outra para esse jogo-chave contra o Vasco. Temos nossas pretensões e vamos trabalhar duramente para alcançar – disse o técnico Dorival Júnior.

Os jogadores que conseguiram deixar a Vila Belmiro com a vantagem de 1 a 0 diante do Palmeiras, no primeiro jogo da final, foram submetidos a exames médicos no dia seguinte, e os resultados foram preocupantes: em nenhum outro momento da temporada, inclusive na maratona de quatro jogos em dez dias de outubro, a fadiga muscular foi tão grande. Profissionais do clube chegaram a usar a expressão “acima do normal” para definir a situação.

– Não vou citar nomes, mas todos os jogadores tiveram acréscimos nos números do relatório da fisiologia. Mexe com tudo pelo envolvimento emocional e o desgaste da decisão – explica o treinador do Alvinegro.

Para aproveitar o tempo antes da final, a comissão técnica adiou o primeiro treino após a reapresentação e só a partir de hoje começará a preparar os titulares contra o Palmeiras.

Enquanto os titulares “curtem” o fim de semana no CT Rei Pelé, os reservas do Santos embarcam hoje para o Rio de Janeiro em sua provável última chance da temporada. Para jogadores como Chiquinho ou Werley, talvez o jogo deste domingo, às 17h, seja o último com a camisa do Peixe, já que seus contratos acabam em 31 de dezembro.

No discurso, o Santos ainda sonha em tirar a diferença de um ponto e voltar ao G4. Mas olhos e a cabeça já estão no Allianz Parque.