Léo Saueia e Russel Dias
26/10/2016
06:00
Santos (SP)

Três clássicos contra o Palmeiras em 2016. Três gols do Santos. À primeira impressão, o número é animador, mas por trás da estatística há uma preocupação. O autor dos três gols, Gabigol, está longe da Vila Belmiro. Foi negociado com a Inter, da Itália.

Agora a missão cabe a Ricardo Oliveira, Copete e Vitor Bueno, cada um com seu trunfo. A começar pelo colombiano, o último a marcar em um clássico (contra o São Paulo, no Pacaembu) e o artilheiro do time após a saída de Gabriel, com quatro gols. Vitor Bueno que, apesar da lesão, continua sendo o artilheiro do time no Brasileirão, com dez gols e deve voltar à equipe no sábado.

Por fim, Ricardo Oliveira não balança a rede há quatro jogos, mas segue com crédito, principalmente quando o assunto é o Palmeiras, adversário no qual marcou quatro vezes no ano passado.

Como a vida de todo candidato, os desafios são grandes e no Santos não é diferente. O time lida com dificuldade para repetir as boas atuações que o levaram ao G4, mas promete superar os problemas.

Vencendo com placares mais magros, os obstáculos do Peixe passam mais pela dificuldade em fazer a bola chegar aos atacantes, pois quando chega, é a equipe que mais tem facilidade no Brasileirão em converter finalização em gol.
Para estufar anotar, o Santos precisa, na média, de 6,8 chutes em direção à meta. O único time que se aproxima é o Atlético-MG, com 6,9 finalizações para cada gol.

O líder Palmeiras, por exemplo, precisa finalizar quase oito vezes para comemorar.  Todo mundo espera alguma coisa no clássico de sábado, o Santos espera mais gols.