Campeonato Paulista - Palmeiras x Red Bull Brasil (foto:Eduardo Viana/LANCE!Press)

Organizada fez protesto no jogo de quinta, contra o Red Bull (foto:Eduardo Viana/LANCE!Press)

Fellipe Lucena
26/03/2016
14:31
São Paulo (SP)

Membros da Mancha Alviverde, maior torcida organizada do Palmeiras, foram à Academia de Futebol na manhã deste sábado e tiveram uma reunião com alguns jogadores. A pauta da conversa foi a má fase do time, que está em situação complicada na Libertadores, patina no Paulistão e perdeu os últimos três jogos. Mais tarde, o clube divulgou nota dizendo que houve invasão do CT e prometendo tomar providências.

"Hoje pela manhã nossa diretoria teve uma conversa produtiva com parte do elenco e comissão técnica do Palmeiras. Esperamos que todos os problemas sejam resolvidos em campo e os resultados positivos voltem a aparecer. Quanto a nossa parte, continuaremos fazendo e apoiaremos o Palmeiras para que os objetivos do ano sejam alcançados. Juntos somos muito mais fortes", diz uma nota divulgada no Facebook da Mancha.

Pessoas ouvidas pelo LANCE! disseram que, uma vez que os torcedores conseguiram entrar no CT, o papo foi pacífico e até o conteúdo do áudio anônimo que vazou nesta semana nas redes sociais foi pauta da reunião. O autor diz que Fernando Prass, Zé Roberto e Robinho são os pivôs de um racha no elenco, algo que irritou muito os jogadores e foi negado por eles. 

Já no início de seu primeiro mandato, em 2013, o presidente Paulo Nobre cortou relações com todas as uniformizadas devido à confusão causada pela própria Mancha no aeroporto de Buenos Aires, quando Valdivia foi perseguido e Fernando Prass acabou se ferindo por estilhaços de uma xícara.

Na derrota por 2 a 1 para o Red Bull, na quinta-feira, a Mancha exibiu faixas de protesto contra a diretoria e os atletas: "elenco de Série B", "cadê o dinheiro da Crefisa?" e "cadê o dinheiro do Avanti?" eram as mensagens. Também houve gritos hostilizando Paulo Nobre e o diretor de futebol Alexandre Mattos, além do coro de "time sem vergonha".