Fellipe Lucena e Thiago Ferri
01/12/2016
07:30
São Paulo (SP)

Eduardo Baptista, técnico da Ponte Preta, é bem avaliado pela diretoria do Palmeiras e pode ser o substituto de Cuca em 2017. Além dos bons trabalhos no Sport e na própria Macaca, ele surge como alternativa diante da escassez de nomes mais tarimbados no mercado brasileiro, do desejo de não efetivar o auxiliar Alberto Valentim neste momento e das recentes experiências negativas de treinadores estrangeiros no país, algo que deixa o clube reticente.

Eduardo Baptista tem contrato com a Ponte Preta até o fim de 2017. O vínculo foi renovado em setembro, depois que o treinador recusou um convite do Corinthians. Em setembro de 2015, ele aceitou deixar o Sport para assumir o Fluminense. Foi demitido em fevereiro de 2016, após um início ruim no Campeonato Carioca. "Queimou a mão", segundo uma pessoa que convive com ele, e por isso não aceitou deixar a Ponte no meio do Brasileirão.

Agora, apesar do contrato vigente, Baptista dificilmente recusaria a oportunidade de voltar a um clube grande. A condição é que seja um projeto sólido, para iniciar a temporada. É exatamente isso que o Palmeiras tem para oferecer, embora pessoas próximas ao treinador digam que até o momento não há negociação.

Abel Braga e Roger Machado também foram nomes discutidos no Palmeiras, que há meses sabia que a permanência de Cuca para a próxima temporada era improvável. Abel acertou com o Fluminense, enquanto Roger dirigirá o Atlético-MG. Mano Menezes, nome que tem o apreço de Alexandre Mattos, está no Cruzeiro e tem repetido que dessa vez não abandonará o barco diante de uma proposta mais vantajosa.

Um técnico que pode movimentar o mercado brasileiro em breve é o colombiano Reinaldo Rueda, campeão da Libertadores e finalista da Sul-Americana neste ano com o Atlético Nacional (COL). Recentemente, um empresário o ofereceu no Brasil para depois do Mundial de Clubes. O São Paulo foi um dos clubes procurados, antes de acertar com Rogério Ceni.

Poderia ser uma possibilidade para o Palmeiras, que terá a Libertadores como objeto de desejo na próxima temporada, mas há na diretoria do clube uma resistência a estrangeiros. As experiências recentes de clubes brasileiros, como o Cruzeiro com o português Paulo Bento e o próprio Verdão com o argentino Ricardo Gareca, servem de argumento.

Até dia 11, data da partida contra o Vitória, no Barradão, o técnico do clube será Cuca. Ele levará consigo os auxiliares Cuquinha e Eudes Pedro, que fazem parte de sua comissão técnica fixa.