Thiago Ferri
02/03/2017
07:30
São Paulo (SP)

A última parcela da venda de Gabriel Jesus foi recebida pelo Palmeiras no mês de janeiro. Depois de pagar 9,5 milhões de euros (à época R$ 35 milhões) em agosto, o Manchester City (ING) depositou 3 milhões de euros (quase R$ 10 milhões) no início do ano. 

O clube inglês ainda repassou os 12 milhões de euros (R$ 39 milhões) do jogador e de seu empresário, Cristiano Simões, além dos 7,2 milhões (R$ 23 milhões) que seriam do ex-agente do jogador, Fábio Caran. Essa última quantia, contudo, está por enquanto em uma conta à parte do Palmeiras, já que o clube e o empresário disputam a quantia na Justiça. Enquanto não sair uma decisão nos tribunais, o valor ficará separado.

O Palmeiras teve um superávit no primeiro mês do ano de quase R$ 500 mil . Houve um aumento tanto nas receitas (R$ 6,1 milhões a mais) quanto nas despesas (R$ 7,5 milhões a mais) em comparação com o orçamento previsto para o período, mas isto não teve influência no resultado do balancete. No fim, o clube acabou com o superávit de R$ 463.007,48. A última parcela da negociação de Jesus, embora tenha entrado neste mês, já havia sido lançada na época da venda, em agosto.

Neste começo de temporada o Verdão ainda recebeu perto de R$ 45 milhões do Esporte Interativo, a segunda parcela pelo acordo de transmissão de TV fechada a partir de 2019. O dinheiro já está nas contas do Verdão, mas não entrou como receita de janeiro por ser parte de um contrato futuro. 

O Verdão vive bom momento financeiro, tanto que no ano passado terminou com um superávit de R$ 89,6 milhões. Para 2017, o clube ainda conta com um aumento no contrato de patrocinador - Crefisa e FAM, que antes pagavam R$ 66 milhões por ano para estampar suas marcas no uniforme, agora vão pagar R$ 74,2 milhões, contando os salários de Miguel Borja e excluindo o valor colocado para a contratação de jogadores.