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LANCE! reuniu os seguidores de Gabriel Jesus na Academia de Futebol (Foto: Reginado Castro)

Fellipe Lucena
03/01/2016
07:50
São Paulo (SP)

No Palmeiras do Divino e do Santo, a bola da vez é o menino Gabriel Jesus. Com fé de que o primeiro título do clube na Copa São Paulo finalmente virá, o time sub-20 inicia neste domingo a disputa do torneio com um grupo cheio de “apóstolos” do jovem, hoje titular no profissional.

- Fui companheiro de ataque dele por um tempo. É um excelente profissional e merece tudo o que tem conquistado. Se Deus quiser, o Gabriel vai ganhar tudo e eu vou poder jogar com ele novamente - sonha Kaue, titular no jogo deste domingo, às 17h, contra o Sampaio Corrêa-MA, em São José-SP.

A lista de inscritos na Copinha tem 12 seguidores de Jesus (sim, 12!) na campanha do vice-campeonato paulista de 2014, em que o atacante bateu recorde ao marcar 37 gols em 22 jogos e chamou a atenção do país.

O goleiro Daniel Fuzato, os zagueiros Augusto e Gabriel Almeida, os volantes Gabriel Vinicius e Marcos Coelho, os meias Fabio Henrique e Vitinho, o lateral-direito Manu e os atacantes Laerte, Bruno Garcia, Artur e Kaue estavam ao lado dele.

O LANCE! reuniu os “apóstolos” na terça, depois do treino na Academia. Como Marcos Coelho e Laerte estavam em tratamento naquele dia, o goleiro João Paulo e o zagueiro Vagner, que jogaram com Jesus no sub-17 em 2013, completaram o time. Desta relação, três ficaram fora da lista final de 25 inscritos, mas seguem treinando e ficam como "suplentes" para alguma emergência: Manu, Gabriel Vinicius e Marcos Coelho.

Eles passaram todo o tempo sorrindo e brincando. Fabio Henrique até lembrou de quando inventou o apelido de “Borel” para o colega

Gabriel Jesus é sósia de Nego do Borel (FOTO: Reprodução)
Gabriel Jesus é sósia de Nego do Borel (FOTO: Reprodução)

- Eu olhei para ele e falei: “Meu, você parece alguém”. Depois de um tempo é que fui lembrar, falei para ele que parecia com o Nego do Borel (cantor). Todo mundo viu que ele ficou bravo, pegou pilha, e começaram a zoar. Hoje ele aceita, até ficou amigo do Nego do Borel - relatou.

Mas a relação dos jovens não é feita só de bom humor. O capitão Augusto lembra que Gabriel tinha vergonha de levar os amigos ao Jardim Peri, Zona Norte, onde morava.

"Meu pai sempre levava o Gabriel para casa e ele meio que tinha receito de mostrar o local onde morava", conta o zagueiro e capitão Augusto, ao LANCE!

- Meu pai sempre levava o Gabriel. Ele meio que tinha receio de mostrar o local onde morava. Levamos a primeira vez e nas outras vezes ele ficou com vergonha. Como eu tinha uma convivência com ele, eu percebia isso. Ele nunca chegou a falar, mas eu dizia: “Ô, vai embora comigo”. Ele falava: “Ah, não, mano”. Sempre tinha aquela briguinha com ele para ele ir - recorda o zagueiro, que o aconselhou no início do ano passado:

- Ele estava em dúvida se fazia a pré-temporada com o profissional ou se ia para a Copinha. Eu falei para ele que, na minha opinião, seria melhor jogar a Copinha. Ele estaria com uma visibilidade melhor e os caras do profissionai estariam acompanhando. Se o time fosse bem, ele se destacaria e a torcida iria vê-lo. Foi o que ele fez e subiu para o profissional em definitivo.

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Os doze garotos posam para o L! (Foto: Reginado Castro)