Mogi voou para conquistar o título do Torneio de Enterradas, em Mogi das Cruzes (Foto: Divulgação/NBB)

Mogi voou para conquistar o título do Torneio de Enterradas, em Mogi das Cruzes (Foto: Divulgação/NBB)

Felipe Domingues
20/03/2016
11:17
Mogi das Cruzes (SP)

Em todos os "Fim de Semanas" das Estrelas de qualquer campeonato de basquete do mundo, o "Torneio de Enterradas" é o principal atrativo. No NBB, não poderia ser diferente. Na competição disputada em Mogi das Cruzes (SP), o título ficou com Mogi (que apesar do nome, não é da cidade, e sim de Mogi Guaçu), do Paulistano, pela primeira vez em sua carreira.

O que mais chamou a atenção, dessa vez, foi a maior criatividade dos competidores, em enterradas que tiveram desde a participação de mascotes, até selfies antes da finalização (veja abaixo).

Selfie da vitória na primeira fase do Desafio de enterradas! Vai #ZicaDasDunk! #RioClaroBasquete #RugeForte #ProtegidosPelaTradição

Uma foto publicada por Rio Claro Basquete (@rioclarobasqueteoficial) em

O TORNEIO:

Na semifinal, Guilherme Teichmann, do Rio Claro, foi o primeiro a tentar sua enterrada, com uma mão após um "passe para a tabela". Coimbra (atual campeão), do Brasília, foi o segundo, enterrando com um giro de 360º. O atleta brasiliense venceu a primeira parte.

Na segunda tentativa dos dois, Teichmann recebeu um passe do mascote de seu time, Leônidas, e enterrou após um belo giro. Já Coimbra chamou seu companheiro Deryk, que bateu a bola na tabela, enquanto o gigante enterrou de costas com as duas mãos. Ponto para o paulista.

Em busca do terceiro ponto, o rioclarense inovou. Jogou a bola para trás, tirou uma selfie com o mascote e, na volta, enterrou com as duas mãos. Coimbra, por sua vez, tentou uma bola simples, quase igual à sua segunda tentativa. Pela criatividade, vitória de Teichmann, que passou para a decisão.

Na outra semi, Mogi, do Paulistano, abriu a série com uma belíssima enterrada com uma mão, saltando quase da linha de lance livre. Jimmy, do Mogi das Cruzes, não deixou por menos: saltou ainda mais alto, trocou a bola de mãos e cravou com força. Vitória do dono da casa.

Na segunda chance, Mogi voltou a fazer bonito, saltando por sobre seu companheiro de time Toyloy, de 2m03. Jimmy, por sua vez, fez uma jogada mais simples. Assim, o duelo ficou empatado entre os dois.

No tiebreaker, um duplo giro de Mogi e uma enterrada com as duas mãos levantou a torcida, ainda que ele fosse rival do atleta da casa. Jimmy colocou a bola por entre as pernas e, de costas, enterrou com as duas mãos. Mesmo assim, o jogador da casa foi eliminado, com o voto derradeiro vindo pelas mãos de Alex Garcia (do Bauru), que foi muito xingado pela torcida mogiana.

Na decisão, mais criatividade. Teichmann colocou o mascote de seu time deitado até a linha de lance livre e saltou da marca. Já Mogi deu novamente um duplo giro, com o corpo e mãos, e enterrou com apenas uma das mãos.

Com cinco votos dos juízes - o ginasta Arthur Zanetti, o pentacampeão da NBA Ron Harper, a jogadora Érika, o ala Alex, e o apresentador Ivan Moré -, o título ficou com Mogi, do Paulistano.