Ginástica artística, China (Foto: Kazuhiro Nogi/ AFP)

Mais de 10 mil atletas chineses podem ter utilizado substâncias dopantes (Foto: Kazuhiro Nogi/ AFP)

LANCE!
23/10/2017
16:12
São Paulo (SP)

A Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês), anunciou, nesta segunda-feira, que investigará as acusações da ex-médica da equipe olímpica da China, Xue Yinxian, que acusou mais de 10 mil atletas de terem utilizado substâncias dopantes entre as décadas de 1980 e 1990, incluindo crianças de até 11 anos. A denúncia ocorreu através da emissora alemã "ARD", ainda nesta segunda. 

De acordo com a chinesa, na época, o doping era algo sistemático, acontecendo em diversas modalidades. Ela ainda alega ter sido demitida após se negar a dar substâncias proibidas a uma ginasta antes dos Jogos Olímpicos de Seul-1988.

- Nos anos 1980 e 1990, os atletas chineses fizeram uso extensivo de doping. As medalhas estavam banhadas em doping. Todas as medalhas internacionais deveriam ser canceladas - afirmou Xue Yinxian.

A médica, atualmente com 79 anos, ainda explica que os responsáveis pelo esquema alertava, que, quem fosse contra a prática, era considerado 'uma ameaça para o país'.

- Qualquer um que fosse um perigo para o país está hoje na prisão. 

A chinesa fez a sua primeira denúncia em 2012 e, desde então, não se sente segura em sua cidade natal, Pequim. Dispensada pela federação de ginástica, ela seguiu trabalhando em divisões inferiores do esporte. Ela afirma que se sentiu culpada anos depois pelos efeitos que as substâncias causavam nos jovens. 

Após a denúncia, a Wada garantiu que investigará os fatos. Os primeiros passos já foram traçados pela entidade.

- Primeiramente, uma inteligência independente e um time de investigação vão iniciar o processo para coletar e analisar informações avaliáveis em coordenação com parceiros externos.