Falcão - Magnus Futsal

Ala Falcão é um dos destaques da Seleção (Foto: Reprodução/Facebook)

Fellipe Drommond*
11/09/2016
06:50
Especial para o LANCE!

Queda de presidente, atletas em choque com a Confederação Brasileira, saída dos principais patrocinadores, novas equipes, novos dirigentes, pazes, grandes eventos, show, preparação... Enfim, chegamos à Copa do Mundo de Futsal da Colômbia em 2016, que se inicia neste sábado, 10 de setembro!

Os fatos narrados neste primeiro parágrafo resumem um pouco da trajetória da Seleção Brasileira de Futsal no ciclo de preparação para maior competição da modalidade. Após 35 anos de perpetuação no poder, no dia 08 de junho de 2014, o até então único presidente da história da Confederação Brasileira de Futsal – Aécio de Borba Vasconcelos – deixou a presidência diante da ruptura dos atletas e a não aprovação das contas da entidade pelas federações.

Entre janeiro e junho de 2014 perdemos o patrocínio dos Correios, Chevrolet, Pulse e Banco do Brasil. Cansados de sofrerem com a falta de estrutura e de também de comprometimento da gestão, os atletas negaram suas convocações de março até setembro do mesmo ano. E, consequentemente, o povo brasileiro não pôde assistir ao esporte mais vitorioso do país por pouco mais de um ano. Pois é, naquela época chegamos literalmente ao fundo do poço!

Sem eventos, sem atletas, mas ainda sim com uma das Ligas mais disputadas do mundo, os clubes se uniram prestando todo o suporte necessário aos atletas. Enquanto isso, politicamente, a oposição (liderada pelo atual presidente Marcos Madeira) trabalhou firme para a limpeza geral dos dirigentes antigos, zelando pela reconstrução do Futsal brasileiro.

No dia 7 de setembro de 2014, 56 mil pessoas presenciaram “ O Retorno das Estrelas” – um amistoso Brasil x Argentina no Mané Garrincha. Em uma iniciativa da agência de marketing TFW Marketing Esportiva, gestora da equipe Magnus Sorocaba Futsal do craque Falcão, pela primeira vez a modalidade recebia atenção digna de sua história vitoriosa, em um jogo realizado dentro de um estádio de futebol e com direito a quebra do recorde mundial de público para uma partida de futsal.

A partida foi um marco para a reestruturação da Seleção Brasileira, selou a paz entre atletas, comissão técnica e dirigentes. Em seguida, assumiu o atual presidente Marcos Madeira, que abriu as portas para profissionalizar os departamentos de marketing, comunicação, comercial e produção de eventos, visando a modernização da CBFS e principalmente construir uma nova imagem para a entidade.

O processo é árduo, o caminho é longo e tortuoso, pois a destruição foi plena. Imagine que uma Confederação que faturava mais de 20 milhões em patrocínios, chegou a faturar zero com patrocinadores. Mas com a união de atletas, comissão técnica, dirigentes, clubes e todos os amantes do Futsal, o processo de reconstrução vem sendo realizado com êxito e conquistas administrativas (como o patrocínio da Penalty, do Itaú para a Seleção feminina, qualificação e redução do quadro de funcionários, liberação das CND’s, adequação do estatuto ao ProFut e aprovação de projetos na Lei de Incentivo ao esporte) fazem parte do legado construído nos últimos dois anos, que refletem no suporte para chegarmos fortes e favoritos em mais uma Copa do Mundo.

Juntos somos fortes. E, depois de tantas dificuldades, chegamos novamente com propriedade em busca do heptacampeonato Mundial. Para a alegria do povo brasileiro!

* Fellipe Drommond, 29 anos, é formado em jornalismo e hoje atua como presidente do Magnus Futsal, time do craque Falcão. Há dois anos e meio, clube foi fundado e conquistou todos os títulos possíveis -Liga Nacional de 2014, Liga Paulista de 2014, Jogos Regionais de 2014, Copa Libertadores Zona Sul de 2015, Copa Libertadores de 2015, Jogos Abertos do Interior de 2015 e, por fim, o Mundial de Clubes do Qatar, desbancando o Barcelona na semifinal. Magnus é o clube que mais cedeu jogadores à convocação da Seleção Brasileira que disputa a Copa do Mundo: o goleiro Tiago, o fixo Rodrigo e o ala Falcão.