Carlos Arthur Nuzman

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Jonas Moura
05/10/2017
10:30
Rio de Janeiro (RJ)

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que poderá tomar "medidas provisórias" contra o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, após a decretação da prisão do brasileiro nesta quinta-feira, em desdobramento da Operação "Unfair Play", da Polícia Federal. 

O COI reforçou que vem colaborando com todas as investigações desde que agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Nuzman.


"O chefe da comissão de ética e o oficial de compliance pediram às autoridades brasileiras acesso a todas as informações disponíveis para que o COI possa conduzir uma investigação própria, e também ofereceu cooperação total [com a apuração] no Brasil. Dados os novos fatos, a comissão de ética do COI pode considerar tomar medidas preventivas, embora respeite o direito de o senhor Nuzman ser ouvido", disse o Comitê, em nota. 

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, houve tentativa de ocultação de bens nas últimas semanas, após mandado de busca na casa dos envolvidos realizado na Operação "Unfair Play", realizado no mês passado.

Nuzman e Gryner teriam sido os elos entre o esquema de propina comandado por Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, e integrantes africanos do Comitê Olímpico Internacional. Com dinheiro do empresário Arthur Soares, que está foragido, os dirigentes esportivos teriam comprado votos a favor do Rio na eleição olímpica realizada em Copenhague, na Dinamarca, em 2009.